Cruzeiro

Roger vê Cruzeiro fora do grupo de favoritos a títulos nacionais em 2012

Para meia, time precisa evoluir muito para pensar em conquistas nesta temporada

postado em 10/02/2012 15:04

Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
Depois de disputar a Copa Libertadores nos últimos quatro anos, o Cruzeiro volta a participar da Copa do Brasil em 2012. Embora o clube celeste seja tetracampeão do torneio nacional, o meia Roger não vê a Raposa entre os favoritos para a conquista neste ano.

O experiente jogador avalia que a equipe comandada por Vágner Mancini precisa evoluir muito para pensar em títulos nacionais. “Eu concordo que o Cruzeiro não seja favorito a competições nacionais. No Campeonato Mineiro, o Cruzeiro tem como obrigação chegar à final. Nas competições nacionais, temos muito a melhorar”, analisou, em entrevista ao programa Arena Sportv.

“A partir de um molde de equipe competitiva, podemos colocar o Cruzeiro como um clube para brigar por titulo. Hoje, é prematuro falar isso. Mas há tempo até o início da Copa do Brasil. É um tempo suficiente para encontrarmos a maneira de jogar e formarmos uma equipe competitiva”, complementou Roger.

Na estreia do Campeonato Mineiro, o Cruzeiro foi derrotado pelo Guarani, por 1 a 0. Aliado ao resultado negativo em campo está um momento de turbulência no clube. Para Roger, as circunstâncias que envolvem o clube neste momento causam preocupação ao torcedor celeste.

“O torcedor está ressabiado com a situação do Cruzeiro. O torcedor do Cruzeiro sempre foi acostumado a ver grandes times, times técnicos. E agora vê um momento de crise financeira, sem contratações de peso. Isso tudo é muito entendido por todos nós que estamos lá dentro”, observou.

O meia comentou ainda sobre a mudança de gestão no clube, com a posse de Gilvan de Pinho Tavares, depois de 17 anos do Cruzeiro sob a dinastia dos irmãos Perrella. “É lógico que ele (Gilvan) vai passar por dificuldades. Ele ainda não está calejado para ter esse traquejo, principalmente no início. Nós jogadores nos colocamos à disposição do presidente para estar cada vez mais acostumado a esse tipo de situação”, disse.

“Uma coisa é ser advogado, estar no conselho há muito tempo, e pegar uma presidência, que tem exposição muito maior. Não tem nem comparação. Mas nossa diretoria é experiente e vai brindá-lo para que esteja preparado. O traquejo, ficar calejado, ele vai pegando aos poucos, para estar pronto o mais rápido possível”, complementou Roger.