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| Mancini não quis responder perguntas da imprensa e deixou estádio após pronunciamento |
O visível desânimo do técnico Vágner Mancini em suas últimas entrevistas indicava o futuro do treinador: saída do clube mesmo se o Cruzeiro conseguisse a classificação às quartas de final da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, diante do Atlético-PR. Depois da eliminação, o comandante anunciou a entrega do cargo e admitiu que tomaria a mesma atitude ainda que o time se classificasse.
”Eu acho que sim (entregaria o cargo). Porque no momento mais difícil de cada um de nós você é a única pessoa que pensa somente em você. Ninguém pensa por nós, ninguém que veio até o estádio aqui hoje lembrou daquilo que foi feito ao longo desses oito meses. Então esse é o sentimento de cada um que, na hora certa, é flechado por todo mundo. Eu sei que futebol funciona assim. É natural que todos nós tenhamos auto-estima e dessa forma talvez a minha maneira de agir mesmo após uma vitória e uma vaga seria a demissão”, explicou Mancini.
Além dessa explanação, o treinador limitou-se a realizar um discurso pronto e não respondeu outros questionamentos da imprensa.
Leia, na íntegra, o discurso de demissão de Mancini:
"Boa noite a todos. Eu gostaria de dizer que estou entregando o cargo. Gostaria também de lembrar alguns aspectos que neste momento são muito importantes. Um deles, o clube foi deixado na minha mão e da minha equipe no momento mais delicado da história do Cruzeiro e nós deixamos a equipe na Série A. Este ano o trabalho acabou não fluindo e por isso estou entregando o cargo. Gostaria que todos entendessem, não vou me alongar demais, não é momento para isso, nós já tivemos tempo suficiente nesses oito meses para bater papo, falar, fazer as perguntas, neste momento eu só agradeço a todos e espero que a gente possa seguir no futebol com a amizade com todos vocês e essa é minha fala de hoje, muito obrigado".
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