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| Gilvan: 'A gente não pode dizer que se apegará ao treinador, porque ele vive de resultados' |
Depois de o Cruzeiro acumular três derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro, o técnico Celso Roth terá sobrevida pelo menos até o jogo contra o Vasco, neste domingo, em Varginha. De acordo com o presidente Gilvan de Pinho Tavares, a permanência do treinador na Toca da Raposa II dependerá da reação da equipe.
O mandatário celeste ressaltou que Roth convive com desfalques contantes, que têm prejudicado o rendimento do time nas últimas rodadas. “O Cruzeiro sofreu baixas em seu plantel. O Cruzeiro perdeu o Ceará, Montillo, astro maior do nosso plantel, Borges, artilheiro efetivo, além de jogadores suspensos e contundidos. Então a gente não pode atribuir só ao treinador. A gente não pode dizer que no futebol que vai se apegar ao treinador, porque ele vive de resultados. Infelizmente é assim. Se os resultados não vierem, agora que os atletas estão se recuperando, aí sim podemos pensar na mudança de treinador. Por enquanto, ele está mantido”, disse.
Roth convive agora com a “sombra” de Luiz Felipe Scolari demitido do Palmeiras nessa quinta-feira. Porém, Gilvan assegura que a presença de Felipão no mercado não altera o ambiente na Toca. “A saída de um treinador de outra equipe não coloca pressão sobre o nosso. A saída do Felipão do Palmeiras, pelo que a gente acompanhou, foi por falta de resultado. Mas isso não faz pressão para o treinador do Cruzeiro”, afirmou o presidente.
No jogo fundamental para sequência de seu trabalho no Cruzeiro, Celso Roth ainda terá desfalques. O atacante Borges segue lesionado e não enfrenta o Vasco. Os volantes Sandro Silva e Willian Magrão, também contundidos, e o zagueiro Leo aumentam a lista de ausências. Essa relação pode crescer ainda mais, já que o lateral-direito Ceará, em recuperação de entorse no tornozelo direito, segue como dúvida para o jogo de domingo.
Nesta sexta-feira, o diretor de futebol do clube, Alexandre Mattos, se reuniu com os jogadores antes do treinamento a pedido de Gilvan. O dirigente foi encarregado de cobrar reação. “Houve reunião, mas não com o treinador e sim com os atletas. Eu pedi para o diretor de futebol se reunir com eles e me passar o resultado da conversa. Eu estava tratando de outro assunto aqui na Toca, com arquitetos e engenheiros para reforma na academia. Adquirimos o material mais moderno que existe para triplicar o espaço na academia”, observou o mandatário celeste.
Para Gilvan, a série negativa não pode ser atribuída apenas ao técnico Celso Roth. “Tudo que precisava conversar com os atletas, eu pedi para o Alexandre Mattos. Realmente, tem três jogos que o Cruzeiro vem perdendo e não vem jogando bem. Perdemos para dois times que estão na zona de rebaixamento. Quem dirige o clube tem que ter cabeça no lugar e tudo não pode ser atribuído ao treinador”, destacou.
Pressão da torcidaO presidenta ainda lembrou que, em momentos como o atual, de forte pressão, o desejo da torcida por uma mudança acaba influenciando as ações da diretoria. Mais um sinal de que Roth deixará o cargo caso o Cruzeiro tropece novamente. "Alguma coisa tem que ser feita. (...) A torcida, ela, às vezes, obriga a diretoria a tomar decisões que nem sempre a diretoria, com calma, com ponderação, tomaria".