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No ritmo dos coadjuvantes

Miami recebe o Oklahoma hoje pelo quinto jogo das finais da NBA e levanta o troféu com nova vitória. Na de terça-feira, Mario Chalmers e Russell Westbrook roubaram a cena

Estado de Minas -

| Tags: celular 

Publicação:

21/06/2012 09:39

O Miami Heat pode conquistar o segundo título de sua história hoje, se vencer o Oklahoma City Thunder, às 22h (de Brasília), em casa, na quinta partida da decisão da NBA, a liga profissional norte-americana de basquete. O time da Flórida, que saiu em desvantagem na série, venceu três partidas seguidas – a última por 104 a 98, terça-feira, em casa, com show de LeBron James, que saiu machucado, e do herói improvável, Mario Chalmers, que surpreendeu com 25 pontos. No Thunder, Russell Westbrook, coadjuvante do astro Kevin Durant, marcou incríveis 43 pontos, mas cometeu falta desnecessária quando faltavam 13 segundos e o time estava em desvantagem de apenas três pontos (101 a 98).

Há 24 anos na principal liga de basquete do mundo, o Heat pode conquistar o segundo título em seis anos. Em 2006, após bater Chicago Bulls, New Jersey Nets e Detroit Pistons, o time de Dwyane Wade e Shaquille O’Neal venceu o Dallas Mavericks, por 4 a 2.

A trajetória de sucesso do Heat se confunde com a de Pat Riley, um dos maiores treinadores da história, que desembarcou na Flórida em 1995. Como técnico, Riley – tetracampeão com o Los Angeles Lakers de Magic Johnson na década de 1980 – conduziu o Heat ao título e, na função de presidente, figura pela segunda vez consecutiva na decisão. Ano passado, a time que contou pela primeira vez com o trio de astros Wade, LeBron James e Chris Bosh, sucumbiu diante do mesmo Mavericks.

Com o resultado de terça-feira, o Miami Heat abriu 3 a 1. Caso o Thunder vença hoje, terá a vantagem de jogar as duas últimas partidas da série em casa, na Chesapeake Energy Arena. Apesar da derrota, o cestinha da partida foi Russell Westbrook, do Oklahoma City Thunder, que saiu de quadra com 43 pontos, sete rebotes e cinco assistências. Do lado do Miami Heat, LeBron James foi o maior pontuador, terminando com 26 pontos e 12 assistências. Mario Chalmers, um dos grandes nomes da noite, e Dwyane Wade contribuíram com mais 25 pontos cada.

EMOÇÃO NO FIM Preocupado com a atuação de LeBron James e Dwyane Wade, o Thunder não contava com a melhor partida da temporada do ala Mario Chalmers. Depois de três quartos muito parelhos, com alterações de placar, foi Chalmers que mudou o rumo do jogo.

Faltando seis minutos para o fim do jogo, o Oklahoma City empatou novamente, após dois lances livres certos de Westbrook. Em seguida, LeBron James fez mais dois pontos, colocando 92 a 90, antes de sair de quadra lesionado. Faltando quatro minutos para o término, Kevin Durant, com bola de dois, fez o Oklahoma City Thunder voltar a passar à frente no placar, com 94 a 92. James voltou ao jogo e fez seus três pontos (97 a 94). A 44 segundos do fim, Chalmers acertou arremesso de dois, fazendo 101 a 96. Russell Westbrook deu resposta rápida, colocando 101 a 98. Porém, era a noite de Mario Chalmers, que acertou mais dois lances livres e deu folga de 103 a 98. O mesmo Mario Chalmers ainda teve tempo de acertar mais um, para fechar o placar em 104 a 98 a favor do time da Flórida.

SAIBA MAIS
Astros sem títulos
Apesar da cobrança excessiva em cima de LeBron James por causa da falta de títulos, vários astros que ajudaram a formar a história da mais importante liga de basquete do mundo não conseguiram ganhar o anel de campeão. O lendário ala Elgin Baylor defendeu o Lakers por 13 anos (1958 a 1971) esbarrando sempre no imbatível Boston Celtics de Bill Russell. Na década seguinte, foi a vez do talentoso armador Pete Maravich (Hawks, Jazz e Celtics) correr atrás do título em vão. Dos 12 atletas que formavam o Dream Team em Barcelona’1992, a metade jamais conquistou um troféu da NBA: Patrick Ewing, Charles Barkley, Karl Malone, John Stockton, Chris Mullin e Christian Laettner. A extensa lista ainda conta com Reggie Miller, Dikembe Mutombo e Dominique Wilkins.

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