Há 50 anos, o basquete brasileiro viveu seu auge, ao tornar-se o primeiro bicampeão mundial da história. Vencedora no Chile em 1959, a Seleção Brasileira Masculina repetiu a conquista dentro de casa, na quarta edição da competição. Sob o comando do lendário Togo Renan Soares, o Kanela, o Brasil venceu os seis jogos que disputou – a equipe entrou direto na fase final, com Estados Unidos, Iugoslávia, Porto Rico, Itália, União Soviética e França.
A partida decisiva foi disputada em 25 de maio de 1963, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, e o resultado, estampado na capa do Estado de Minas do dia seguinte: “O Brasil, triunfando, sensacionalmente, sobre os Estados Unidos pelo placar de 85 x 81, sagrou-se, aos primeiros minutos de hoje, bicampeão mundial de basquetebol, invicto, encerrando campanha das mais empolgantes”.
Confiante, a Seleção mostrou mais disposição no tempo complementar e logo passou à frente no placar, não permitindo ser alcançada mais depois da igualdade em 51 pontos. Wlamir se destacou nos arremessos, conquistando pontos preciosos para a equipe brasileira. Sem conseguir penetrar na defesa adversária, os norte-americanos arriscaram arremessos à média distância, com precisão incrível. Mas o quinteto nacional passou a marcar mais de perto e impediu a reação adversária.
OS CAMPEÕES A Seleção Brasileira atuou com Amaury (22), Wlamir (26), Rosa Branca (3), Sucar (4), Vítor (17), Ubiratan (6), Mosquito (6) e Jathyr (1). Também foram campeões Paulista, Fritz, Waldemar e Menon. Nos bastidores, surgiu o boato de que os Estados Unidos facilitaram o jogo para evitar que União Soviética ou Iugoslávia fosse campeã, numa época de guerra fria. Mas não foi isso que se viu em quadra. Os iugoslavos terminaram em segundo lugar, e os soviéticos, em terceiro. Depois, vieram Estados Unidos, França, Porto Rico e Itália. O Brasil ainda conquistaria, naquela década, duas medalhas de bronze olímpicas em Roma’1960 e Tóquio’1964.