O vento era só o que faltava. Se na quinta-feira – data de estreia do 38º Brasileiro da Classe Laser – a ausência de sopro acabou impedindo os velejadores da Radial Feminino e Masculino de pôr as pernas e a técnica nas águas da represa de Três Marias (Noroeste do estado), no segundo dia do campeonato de vela da categoria para um tripulante a natureza finalmente mostrou a que veio. Ventando regularmente, ontem foi possível realizar duas das três regatas necessárias para a validação da competição, de acordo com o secretário nacional da Associação Brasileira de Classe Laser (ABCL), José Carlos Reis.
A organização não perdeu tempo. Marcada para as 10h, a prova inicial começou pontualmente. Sentada numa das margens do lago com um binóculo
nas mãos, a professora Aurora Areis Rodovalho, de Brasília, observava apreensivamente o filho Felipe Areias, de 15 anos. “É o primeiro Brasileiro que ele disputa. Nós o acompanhamos em todas as competições para dar apoio em terra. É importante participar, e ele gosta muito”, comenta.
DISTANTE A igualdade de condições, porém, não influiu no desempenho de todos os velejadores habituados ao Paranoá. Treinando no lago da capital federal desde garoto, o filho do medalhista olímpico Lars Grael, Nicholas Grael, acabou estreando no Brasileiro em 14° lugar.
As regatas da categoria Radial acontecem até amanhã, paralelamente ao Tiro da Canoa – corrida em que 50 pescadores da região disputam o título de remador mais rápido da região. Entre os dias 24 e 27 as provas serão entre os velejadores que utilizam velas Standart e 4.7. Quem perder menos pontos vence o campeonato, que também vale como seletiva para os para os mundiais da International Laser Class Association (ILCA).
E mais...
TIETAGEM
Mesmo ficando em 57° lugar no primeiro dia, o mineiro Guilherme França foi cercado pelas fãs Isabela Fernandes, de 13 anos, e Lorena Frois, 14, assim que chegou da prova. Ele posou para fotos ao lado das garotas de Três Marias, que aproveitam o campeonato para conhecer a modalidade.
PARAPENTE
Um cinegrafista contratado pela Cemig roubou a atenção do público do Iate Clube Náutico Três Marias durante a manhã de ontem. Com uma câmera acoplada ao capacete, ele subiu ao céu de parapente para registrar as primeiras imagens do campeonato, o que também rendeu muitas fotos – feitas pelos curiosos expectadores – no solo.
* O jornalista viajou a convite da Cemig