A modelo brasileira Gisele Bündchen estava entrando no elevador do Estádio Lucas Oil, em Indianápolis, quando foi provocada por um torcedor do New York Giants, que havia acabado de superar o New England Patriots, equipe do seu marido, Tom Brady, na decisão da liga profissional de futebol americano (NFL), o Super Bowl. “Eli Manning (quarterback do Giants) humilhou seu marido”, brincou o torcedor, que foi prontamente retrucado por Gisele. “Meu marido não pode arremessar a p... da bola e agarrá-la ao mesmo tempo. Não consigo acreditar que eles deixaram a bola escapar tantas vezes”, reclamou.
Cinco dias depois da decisão, a frase da modelo brasileira, de 31 anos, continua repercutindo tanto ou mais do que o triunfo dos nova-iorquinos, por 21 a 17. O desabafo de Gisele, obtido pelo site TMZ, especializado em notícias de celebridades, logo ecoou na internet e foi notícia nos principais jornais e noticiários de TV do país. O Daily News, por exemplo, aproveitou para fazer um trocadilho: “O Super Bawl”, o superberro.
Bündchen, que em 2006 emplacou namoro com um dos principais astros da NFL, não é muito querida pelos torcedores em Boston, sede do Patriots. Desde que o romance começou, o Patriots amarga seca de títulos, depois de viver seus anos dourados com três conquistas em quatro anos (2002, 2004 e 2005). Costuma-se dizer que Brady vive “a maldição de Gisele” e alguns mais fanáticos a apelidaram de Yoko Bündchen, em referência a Yoko Ono, esposa do ex-beatle John Lennon, apontada pelos fãs como o pivô da separação do quarteto de Liverpool. “Bündchen, esposa de Brady, é a Yoko do New England Patriots”, afirmou o TMZ.
Brandon Jacobs, jogador do campeão New York Giants, retrucou, dizendo que Gisele deveria “permanecer bonita e calar a boca”. No entanto, o running back voltou atrás e pediu desculpas. “Devido ao fato de que se trata da esposa de um colega meu, eu peço desculpas por dizer aquilo, pois não deveria ter dito”, justificou-se em um programa da TV norte-americana.
Como consolo, Gisele ganhou o apoio de celebridades e de parte da imprensa. “Ela só está ao lado do marido e não fez nada de errado. Ela apenas o está defendendo e até tem razão nas suas colocações. Ela está sendo criticada em demasia”, afirmou o empresário e apresentador Donald Trump.
CONDUTA A frase de Bündchen também repercutiu entre os dirigentes da liga e ela pode ser autuada por ter violado um código de ética deles. Segundo o site TMZ, a declaração pegou mal na organização, cujo espírito é “vença como um time e perca como um time”. O quarterback, por sua vez, elogiou a equipe rival: “Gostaria de dar muito crédito ao Giants. Eles certamente fizeram as jogadas quando precisavam. Eles são um grande time de futebol e colocaram muita pressão sobre nós”, afirmou Brady, que foi consolado pela esposa depois da derrota.
Panos quentes
Em vez de criar polêmica, a diretora administrativa do Milan e namorada do brasileiro Alexandre Pato, Barbara Berlusconi, filha do ex-primeiro- ministro italiano e presidente do clube, Silvio Berlusconi, resolveu sair em defesa do namorado e dos jogadores ontem, convocando os torcedores a apoiar o time. “Vivemos uma fase crucial da temporada. As próximas semanas serão decisivas”, disse em entrevista à agência Ansa. Quarta-feira o Milan perdeu em casa por 2 a 1 para a Juventus, em jogo de ida das semifinais da Copa da Itália, e está a dois pontos da Velha Senhora na briga pela liderança do Italiano.
Não ao general
No Brasil, a mais emblemática das polêmicas sobre palpites envolveu o técnico da Seleção Brasileira em 1969 e 1970, João Saldanha, classificado para a Copa do México. Questionado sobre a possível convocação de Dario, artilheiro do Atlético, ante as especulações de que o presidente e general Médici cobrava a presença do jogador, ele foi duro. “O presidente escala o ministério dele que eu escalo o meu time.” Muitos atribuem à ditadura a queda do treinador poucos meses depois, após empate por 1 a 1 com o Bangu em jogo preparatório. Zagallo o substituiu em março de 1970. Dario acabou convocado. Ambos negam ingerência.