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Decisão em casa

Dos 17 atletas que compõem o grupo celeste, seis nasceram no estado e um, o paranaense Samuel, também foi revelado em Minas

Ivan Drummond - Estado de Minas

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Publicação:

22/04/2011 09:00

De onde vêm os jogadores de vôlei? Onde foram formados? Em se tratando do time do Cruzeiro, dos 17 jogadores que integram a equipe, nada menos que sete começaram a carreira em equipes mineiras, sendo que o Minas é o maior formador, com quatro jogadores (Acácio, Serginho, Samuel, Filipe), seguido pelo COPM, com dois (Renato Felizardo e Lucão), e Méritus, de Contagem, um (Leo Mineiro).

Esses jogadores guardam histórias curiosas. O ponteiro Filipe, por exemplo, começou a jogar em sua cidade natal, em Joaíma. O pai, Antônio Ferraz, era o técnico do time da cidade, que disputa os Jogos do Interior Mineiro (Jimi). ”Lá em casa todo mundo tinha de jogar. A pressão lá era grande. Era vôlei ou ter de trabalhar em alguma coisa. Com 16 anos, disputei o Jimi. Meu irmão, Daniel, também jogava. Ele foi o primeiro a vir para o Minas, trazido pelo meu pai. Vim depois e disputei minhas primeiras partidas na Superliga.” Do Minas, ganhou o Brasil. Passou pelo Banespa (campeão em 2005), Santo André, São Caetano, Campinas, Cimed, Ulbra e Sesi.

O líbero Serginho tem uma das histórias mais curiosas, pois ele sequer pensava em ser jogador de vôlei. Sua iniciação no esporte foi no futsal, seguindo os passos do pai, Rui Nogueira, goleiro de futsal do Atlético e Seleção Mineira.`”Comecei a acompanhar o vôlei e acabei trocando de esporte. Sei que foi uma frustração para meu pai, no início, mas ele nunca me reprovou. Sempre deu apoio. E, pelo tamanho, só podia ser levantador.” A mudança de posição se deu de maneira inusitada. O jogador tinha sido dispensado do Minas pelo técnico Cebola, mas com o surgimento do líbero, menos de dois meses depois da dispensa, foi chamado de volta.

“O Cebola me convenceu. Disse que eu passava bem e defendia bem e que poderia fazer história na posição. Não tinha nada a perder e, além do mais, eu so apaixonado pelo vôlei. Acabei chegando à Seleção Brasileira, fui campeão três vezes da Superliga e, agora, quero o quarto título.”

Samuel é paranaense. Nasceu em Curitiba. Foi visto por técnicos das divisões de base do Minas, num torneio infantil, e acabou sendo trazido para Belo Horizonte, aos 13 anos. No MTC despontou e chegou à Seleção Brasileira. Foi medalhista de prata em Pequim’2008. Acácio também começou a carreira no Minas, mas não teve chances no adulto. Jogou pouco e optou por tentar a sorte longe de casa. Rodou bastante, jogando jogando na Ulbra, Bento Gonçalves, Almería (Espanha), São Bernardo, Banespa e Montes Claros. Disputa sua segunda final consecutiva. Ano passado, estava no Montes Claros. Outro jogador que tem sua história ligada ao Minas é o meio de rede Douglas Cordeiro, tricampeão pelo clube, em 2000, 2001 e2002. Ainda juvenil, chegou ao clube com André Nascimento e Ezinho. “É um tempo que não esquecerei jamais.”

Gratidão

Longe de serem clubes grandes, de nome, COPM e Méritus também fazem parte da história do vôlei mineiro. São grandes reveladores. E no COPM está Tadeu Moura, um treinador a quem muitos jogadores são gratos, entre eles, o oposto Anderson, campeão olímpico em Atenas’2004 e prata em Pequim’2008, além de bicampeão mundial.

´”Devo a minha carreira ao Tadeu, que me descobriu e levou para a quadra, no COPM. Ele insistiu comigo e sempre me ajudou com conselhos importantes. Foi graças aos ensinamentos que ele me deu que consegui chegar até aqui e jogar em grandes clubes. Do COPM foi para o Minas. Depois, fui para a Ulbra (onde conquistou seu único título da Superliga, em 2003, com Acácio). Joguei em quatro times da Itália: Perugia, Cuneo, Taranto e Vibo Valentia. Voltei ao Brasil e joguei na Unisul e Maringá, antes de vir para o Cruzeiro”, diz Felizardo, que tem ao lado um admirador e que concorda com ele, Lucão.

Já Leo Mineiro começou a carreira no Méritus, de Contagem. “Foi com o Geraldo Corgozinho. Vim do interior pra cá e queria muito jogar vôlei”. Essa história não se atém aos lugares em que cada um deu os primeiros toques na bola. O levantador William, apontado por muitos como um dos melhores da posição nessa Superliga, também tem sua história ligada a Minas. “Joguei no Três Corações, quando o Marcos Lerbach era o treinador. Foi meu segundo time na competição, depois do Suzano.´

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