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Campeonatos de dar inveja

Ivan Drummond - Estado de Minas

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Publicação:

05/05/2011 07:00

A Superliga Nacional de Vôlei 2010/2011 foi espetacular. O mundo verde-amarelo do vôlei está em festa e o que se ouve é que o Brasil tem hoje o maior campeonato do mundo, tendo deixado a Itália para trás. O presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça, não se cansa de dizer que a competição está chegando à maturidade e que já se pode considerar que não há risco de retrocesso. Mas como se pode medir isso? A resposta está no mercado de jogadores e no interesse que a competição desperta. Quem garante isso é um dos principais empresários internacionais da modalidade, Jorge Assef Neto, que diz que o Brasil é o país do momento no esporte.

“O Brasil é hoje o que a Itália era há cinco anos no vôlei, quando tinha o maior campeonato do mundo e os melhores jogadores”, afirma Assef, que tem algumas considerações para confirmar suas afirmações. “Temos a quinta economia do mundo e vamos realizar os eventos mais importes do esporte mundial, então somos a bola da vez. A Copa do Mundo será no país do futebol e os Jogos Olímpicos ocorrerão no país do vôlei. Tudo está a favor.”

O empresário que cuida, por exemplo, da carreira do técnico Marcelo Fronckowiak, do Minas, diz que o mercado brasileiro está muito aquecido e abriu os olhos dos estrangeiros. “No torneio masculino, por exemplo, temos quatro times que pagam bem todos os contratados, em primeiro lugar. Depois, quatro times que pagam bem uma parte e que cumprem os compromissos com aqueles que não estão, ainda, na primeira linha. E temos outros quatro times que pagam em dia. Isso é muito importante. O mercado russo, por exemplo, tem quatro times nesse primeiro nível. A Turquia tem apenas dois, mesmo total da Polônia. Brasileiros, russos e turcos são os que pagam os melhores salários. A Itália vive uma recessão.”

O mercado do vôlei feminino no país também está aquecido. “Com a chegada do Sesi, temos também na competição das mulheres, quatro times muito grandes. Além do Sesi, Rio de Janeiro, Osasco, Vôlei Futuro. Um pouco mais abaixo, Minas e Pinheiros, que são importantíssimos para o esporte no Brasil.” O empresário, aliás, diz que o MTC é um dos clubes mais desejados pelos atletas. “Além da tradição, cumpre seus compromissos, pagando em dia e tem uma infra-estrutura fantástica. E o fato de que se vai viver em Belo Horizonte, que é uma cidade acolhedora. Todo mundo quer.”
Assef diz também que esse é, talvez, o momento mais importante do vôlei brasileiro. “O que ninguém percebeu é que a CBV tinha de fazer a Superliga ser grande, para depois organizá-la como queria.”

Cruzeiro O time celeste anunciou, ontem, a contratação de mais um meio de rede, Rogério, ex-Minas, que vem para a vaga deixada por Renato Felizardo, que foi para o Florianópolis. Com isso, o clube praticamente fechou o grupo para a temporada 2011/2012. Mineiro de São Gonçalo do Rio Preto, o jogador diz que sua contratação pelo time do coração agita a família. “Meu pai é cruzeirense, minha família quase toda torce pelo Cruzeiro. Tenho um filho de oito anos que disse que queria que eu jogasse no Cruzeiro, gosta muito do goleiro Fábio. Vai ser uma mistura de emoção com muito orgulho vestir esta camisa no vôlei.” O feminino do Minas acertou a permanência da central Natasha e confirmou a vinda da também central Fernanda Ísis e da ponteira Mari Paraíba, que estavam no Macaé.

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