Quando alguém ouve dizer vai ter Brasil e Argentina, pensa logo na rivalidade sul-americana. Dependendo do esporte – se for futebol, futsal ou basquete –, o confronto pode ser comparado a uma guerra. Pois as duas seleções estarão frente a frente amanhã, às 4h (de Brasília, com transmissão da Globo, Sportv e Esporte Interativo), no Ginásio Keelawes 1, em Bangcoc, Tailândia, pelo Grupo K da terceira e última semana da fase de classificação do Grand Prix Mundial de Vôlei. No caso do vôlei feminino, no entanto, o nível brasileiro é tão superior ao do adversário que, na prática, o confronto não chega a ter respingos dessa forte rivalidade.
Apesar de o Brasil ter resultados muito mais expressivos que o adversário, o técnico José Roberto Guimarães não leva essa superioridade como referência . Pelo contrário. Ele vê as argentinas como uma seleção em ascensão e que pode vir a fazer frente às brasileiras, ou mesmo complicar uma simples partida.
“A Argentina está estreando no GP. Apesar de serem iniciantes nesse nível, já conseguiram vitórias marcantes, superando Cuba e da República Dominicana, ambas as partidas por 3 a 2. Nas estatísticas, duas argentinas aparecem em posição de destaque. A atacante Emilce Sosa é a melhor bloqueadora do campeonato, com média de 1,39 por set. Já a líbero Lúcia Laido lidera a estatística de recepção, com 61,97 % de aproveitamento”, diz o treinador.
Zé Roberto também destaca que apesar da discrepância entre as equipes, a rivalidade precisa ser levada em consideração, independentemente do esporte e do nível (no caso, desnível) das seleções. E faz um alerta: “Esse jogo é um clássico sul-americano. É um time que vem bem na competição. Temos que tomar um cuidado grande porque não temos o direto de perder”.
O recado do técnico parece ter sido bem assimilado pelas jogadoras, em especial pela oposto Sheilla. Para ela, mesmo com a diferença técnica entre o vôlei dos dois países, as brasileiras precisam entrar atentas no confronto. “A Argentina é um time mais fraco, mas que tem jogado bem. Hoje em dia o vôlei é equilibrado. Se um time não jogar bem o outro vai engrossar a partida.”
Existem também as jogadoras que vivem esse jogo com mais intensidade. É o caso da levantadora Dani Lins, que vê a partida com um olhar diferente. “Todo mundo espera por Brasil e Argentina independentemente do esporte. Tem um gosto especial jogar contra elas. Não sei se por influência de outros esportes e de uma disputa pela liderança no continente, mas é um jogo que gosto muito. Quero muito ganhar, e bem.”
Eliminação No Campeonato Mundial Feminino de Vôlei Infanto-Juvenil ocorreu o inesperado: o Brasil perdeu para o Japão por 3 a 1 (25/23, 26/24, 15/25 e 25/15). A surpresa é pelo fato de o Japão ter a pior campanha entre as 16 seleções que estavam na segunda fase e entrou em quadra eliminada. O Brasil disputará, agora, do 5º ao 8º lugar.
Esta Argentina não mete medo
Muito superior às adversárias, Brasil encara as hermanas pelo Grand Prix consciente de que precisa confirmar seu favoritismo em quadra
postado em 19/08/2011 07:00