Vôlei

Rodada para embolar tudo

Cruzeiro passa pelo UFJF, com casa cheia em Juiz de Fora, o Minas sofre para vencer o lanterna, Olympico, e Montes Claros perde no Rio. O Florianópolis é o novo líder

postado em 02/02/2012 07:00

Atípica, com direito a zebra e com times favoritos tendo de suar para vencer. Assim foi a segunda rodada do returno da Superliga Nacional Masculina de Vôlei, ontem à noite, que serviu para embolar ainda mais a classificação. Minas e Cruzeiro venceram, mas seguem na quarta e quinta colocações, respectivamente, só que agora a diferença dos dois, que era de dois pontos, caiu para um.

Havia uma grande expectativa pelo jogo em Juiz de Fora, entre UFJF e Cruzeiro, já que o vôlei virou mania na cidade – o time local teve até de trocar de ginásio para acomodar o grande número de torcedores, que estavam sobrando do lado de fora do primeiro local utilizado na competição, na universidade.

Na nova casa, o ginásio do Tupinambás, 1,5 mil pessoas acompanharam a derrota do UFJF para o Cruzeiro, por 3 a 0 (25/22, 25/23 e 25/22), resultado que manteve o time celeste no quinto lugar, com 25 pontos, mas agora a apenas três do líder. O oposto cruzeirense Wallace mais uma vez foi o dono da quadra, marcando 18 pontos. O destaque dos anfitriões foi o meio de rede Guilherme Hage, com 11. O UFJF é o penúltimo colocado, com apenas 10 pontos.

Já o Minas teve de suar muito para vencer o clássico mineiro contra o Olympico, disputado longe das nossas montanhas pelo fato de o Tricolor da Serra ser patrocinado pela Prefeitura de Londrina. Por isso, o jogo foi no Paraná. O MTC venceu por 3 a 2 (26/24, 25/20, 21/25, 24/26 e 19/17), graças, principalmente, à grande atuação do oposto tcheco Filip Rejlek, que fez 20 pontos. Com o resultado, o MTC deixou de somar três pontos. Fez só dois, passando a 26, o que o mantém na quarta posição, a dois do líder. O Olympico conseguiu seu quinto ponto, mas isso não muda sua situação, pois segue na lanterna, a seis pontos do UFJF.

O Florianópolis é o novo líder, depois de vencer o Campinas, no interior paulista, por 3 a 1 (21/25, 25/19, 25/23 e 25/22), tomando a posição que era do Vôlei Futuro, surpreendido pelo “cavalo de pijama”, como é chamada a zebra nas quadras. Foi derrotado pelo São Bernardo por 3 a 1 (26/24, 25/22, 18/25 e 25/13), este o sexto, com 20 pontos, ultrapassando o Campinas, com 19. Florianópolis e Vôlei Futuro têm 28 pontos, no entanto, o time catarinense soma uma vitória a mais, deixando o de Araçatuba em segundo. O terceiro colocado é o Sesi-SP, que ontem bateu o Volta Redonda-RJ, em São Paulo, por 3 a 0 (25/20, 25/18 e 25/19), e também chegou aos 28 pontos.

DECEPÇÃO O Montes Claros voltou a decepcionar. Ontem, foi derrotado com facilidade pelo RJX, 3 a 0 (25/16, 25/23 e 26/24). A partida foi no Maracanãzinho e o Pequi Atômico mostrou muita fragilidade, em especial na recepção e saque, que são princípios básicos. O time carioca tem 19 pontos e está na sexta posição. O Montes Claros é o 10º, com 11.

Briga doméstica ponto a ponto

Uma briga chama a atenção nesta Superliga Nacional Feminina de Vôlei. Desde o início, duas jogadoras de equipes mineiras, a ponteira Herrera, do Minas, e a oposto Ingrid, do Mackenzie, brigam, ponto a ponto, para ser a número um entre as maiores pontuadoras da competição. No momento, a jogadora minas-tenista reassumiu a ponta.

Quando a 1ª rodada do returno teve início, Ingrid tinha uma vantagem de cinco pontos. No entanto, a cubana do MTC marcou 21 pontos na vitória sobre o São Bernardo por 3 a 0, enquanto  a oposto do rival mineiro fez apenas sete na derrota do Mackenzie para o Vôlei Futuro, em Araçatuba, também por 3 a 0.

A competição começou com Herrera na frente nas quatro primeiras rodadas. A principal pontuadora do Mackenzie, no início, era a ponteira Priscilla Daroit, que acabou se contundindo – teve um estiramento do ligamento cruzado do joelho esquerdo na vitória de seu time sobre o Sesi, por 3 a 2, no turno. Mas, a partir do momento que Priscilla saiu, Ingrid começou a subir e na oitava rodada passou a brigar pela primeira posição entre as pontuadoras. Na nona, tornou-se a líder no fundamento, condição que só perdeu agora. Herrera lidera com 201 pontos, seguida por Ingrid, com 192.

Enquanto as duas brigam para ser a melhor da competição, outra jogadora do Minas que estava entre as três primeiras, acabou caindo: a oposto cubana Daymi Echevarria. Uma torção no tornozelo esquerdo, na vitória do MTC sobre o Mackenzie por 3 a 1 acabou por afasta-lá pelo menos temporariamente da disputa. Daymi é a sétima colocada, com 165 pontos, mesmo total da oposto mineira Sheilla, do Rio de Janeiro.

Entre as jogadoras das equipes mineiras, outros destaques são a também ponteira Thaís, do Mackenzie, nona colocada, com 163 pontos. A maior pontuadora do Praia também joga na ponta, Monique, 18ª colocada, com 131 pontos. Sua compenheira Dayse, oposto, tem 121, estando no 24º lugar. A meio de rede Natasha, do Minas, é a 26ª colocada, com 119 pontos. Como diz o técnico Jarbas Soares Ferreira, do MTC, “basta ver as colocações as jogadoras para se saber como anda o potencial de ataque de cada um”.