Vôlei

Clássicos rumo às quartas

Quatro dos cinco representantes do estado na Superliga Masculina se enfrentam hoje. Em melhor situação, Cruzeiro encara o Olympico em BH. Minas joga em Montes Claros

postado em 08/02/2012 07:00

O sonho do torcedor mineiro que acompanha qualquer modalidade esportiva é ver dois times do estado na final de um torneio nacional. Não é diferente no vôlei, e na Superliga Masculina, a expectativa, já há alguns anos, é que isso aconteça, principalmente nesta temporada, quando o estado tem o maior número de equipes: cinco. As maiores esperanças estão depositadas em Cruzeiro, que enfrenta o Olympico, às 20h, no Ginásio do Olympico, no Bairro da Serra, e Minas, que pega o Montes Claros, às 19h30, no Norte de Minas, respectivamente campeão e vice estaduais, sendo que essa final se repetiu nos dois últimos anos. No entanto, pelas campanhas que fazem, os dois parecem em rota de colisão e a disputa parece ser para saber quem terá a vantagem nas quartas de final.

Já há algumas rodadas que as duas equipes se alternam na quarta e quinta colocações. Quem terminar na frente terá o direito ao mando de quadra no jogo extra da melhor de três da primeira fase dos playoffs. No entanto, esse não é o sentimento dos jogadores dos dois times, que querem galgar degraus mais altos na competição.

“O ideal é estar entre os quatro primeiros, justamente para termos a vantagem de decidir as quartas em casa”, diz o ponteiro Filipe, do Cruzeiro, para quem, o ideal é ser o primeiro colocado. Integrante do time vice-campeão da Superliga 2010/2011, ele sonha com uma nova chance na final. “Nosso time quer ter a chance de buscar o troféu que perdemos na temporada passada. Estamos trabalhando forte para isso. Queremos muito alcançar esse objetivo.”

O adversário do Cruzeiro será o Olympico, o lanterna da competição, que fará seu primeiro e único jogo em seu ginásio, já que como o principal patrocinador do time é a Prefeitura de Londrina, só tem mandado seus jogos no Norte do Paraná, quase sempre com público pequeno. O time comandado pelo técnico Toninho Resende, que foi o quarto colocado no Campeonato Mineiro, ainda tem chances de avançar às quartas de final, no entanto, com apenas cinco pontos, precisaria fazer o que se chama de missão impossível: tem de ganhar os oito jogos que fará e torcer para que o São Bernardo (20 pontos), 8º, some no máximo oito pontos, e ainda que nem Montes Claros (15), Volta Redonda (11), UFJF (10) consigam uma sequência de vitórias.

Olympico: China, Caio, Iallison, Juliano, Canuto, Carlão e Rafael (líbero). Técnico: Toninho Resende. Cruzeiro: William, Wallace, Acácio, Douglas Cordeiro (Rogério), Maurício (Sánchez), Filipe e Serginho (líbero). Técnico: Marcelo Mendéz.
Revanche noTancredo Neves
Montes Claros e Minas se enfrentam no Poliesportivo Tancredo Neves, num jogo que para o Pequi Atômico tem sabor de vingança, já que na semifinal do Mineiro, em novembro, perdeu por 3 a 1. Pelo lado do Minas, a necessidade de vencer para voltar a se aproximar dos líderes enão perder terreno em relação ao Cruzeiro.

O Minas vinha sendo a sensação da Superliga, tendo ocupado a terceira colocação, a apenas dois pontos do líder. Desde a vitória sobre o São Bernardo, por 3 a 0, em casa, há três rodadas, o time caiu de produção. Penou para vencer o Olympico por 3 a 2, e no último fim de semana, mesmo jogando em casa, foi derrotado pelo Campinas pelo mesmo placar.

“Perder nunca é bom. Mas estamos treinando bem, sabemos da dureza da competição e estamos tendo pouco tempo de descanso entre as partidas. Tudo isso pesa na hora de entrar em quadra. Estamos nos preparando para a sequência que temos pela frente até o Carnaval, com jogos extremamente difíceis. Minas e Montes Claros é um clássico mineiro e nacional, e eles têm uma trajetória bastante interessante. Estamos nos preparando para uma disputa dura e acirrada e com uma pressão muito grande, já que a torcida de lá é bem fiel e acompanha o time”, diz Marcelo Fronkowiack, técnico do MTC.

No Montes Claros, nono colocado, a cinco pontos do oitavo, o São Bernardo, o técnico Jorge Schimidt tem alertado seu jogadores para a situação do time, que precisa voltar a vencer para continuar lutando por uma vaga nas quartas de final. O Pequi Atômico vem de duas derrotas seguidas. “Precisamos primeiro fazer o dever de casa e ganhar em nosso ginásio. Esse é o primeiro passo para alcançarmos nosso objetivo.”

Montes Claros: Rafael, Pereyra, Alberto, Salsa, William, Serafim e Fábio Paes (líbero). Técnico: Jorge Schimidt. Minas: Marcelinho, Filip Rejlek, Henrique, Otávio, Lucarelli, Manius e Polaco (líbero). Técnico: Marcelo Fronkowiack.

Na mesma situação que o Montes Claros, o UFJF, penúltimo colocado, a 10 do São Bernardo, precisa vencer o Volta Redonda-RJ, hoje, às 17h30, no Ginásio do Tupinambás, um concorrente direto à vaga nas quartas de final. O time do técnico Maurício Bara conta com o apoio incondicional da torcida de Juiz de Fora. Ele escala o time com Brasília, Léo, Jardel, Folle, Clinty, Digão e Baroni (líbero).

Ah, parecia fácil....

A 4ª rodada da fase de classificação da Superliga Nacional Feminina de Vôlei, que começou com vitória de um time mineiro, o Praia, que na segunda venceu fora de casa o Pinheiros por 3 a 1, terminou ontem com outro resultado positivo: foi sofrido, mas o Minas bateu o Macaé por 3 a 2 (25/14, 25/21, 19/25, 24/26 e 15/11). Mais cedo, o Mackenzie havia sido derrotado pelo Rio de Janeiro, líder da competição, por 3 a 0 (25/21, 25/20 e 25/20), no Maracanãzinho.


Na Arena JK, era para ter sido um jogo relativamente tranquilo para o Minas. Afinal, o 4º colocado, até então com 28 pontos, enfrentava o lanterna, o Macaé, com apenas cinco. O típico duelo em que haveria muitos espaços vagos nas cadeiras. Entre os 547 torcedores, Maria Clara Mendonça, de 10 anos, aprovada há duas semanas na escolinha de vôlei do MTC. Era um dia especial, pois pela primeira vez ela assistia a uma partida da arquibancada. E estava empolgada. Vibrava com cada lance, com cada ponto de seu clube. Quando tinha dúvida, pedia uma explicação ao pai, o advogado Caio Mário de Mendonça, de 53 anos. “Pai, essa bola não bateu na mão da jogadora do outro time?” A resposta vinha com fundamentação técnica. “Pegou sim, minha filha, mas é que a bola caiu fora da quadra de jogo”, respondia Caio.


E sob o olhar atento de Maria Clara o Minas venceu com facilidade o primeiro set. Logo em seguida, faria 2 a 0. Entusiasmada, a garota previa 3 a 0 na conversa com uma amiga. Como ela, a maioria presente ao ginásio imaginava que seria assim. Mas o que parecia fácil se complicou. Maria Clara viu o passe do Minas cair, a defesa e o bloqueio do Macaé crescerem – nem mesmo Herrera, a maior pontuadora da Superliga, conseguia vencê-lo. O Macaé empatou, 2 a 2, e levou o jogo para o tie-break, quando finalmente o MTC conseguiu se reencontrar e virar espetacularmente, de 2/6 para 15/11. A experiência de estreia na Arena fez a menina vibrar e querer que chegasse logo o treino desta quarta-feira, em que ela estará em quadra.


Mas para o Minas acabou sendo um resultado ruim. Em vez de três pontos, somou dois e viu o Sesi, seu adversário de sexta, em BH, vencer o São Caetano por 3 a 0 e ficar a apenas um ponto, na quinta posição. Nos outros jogos, o Osasco fez 3 a 0 no Rio do Sul e o Vôlei Futuro ganhou do São Bernardo, também por 3 a 0.