Se pilotos e equipes encontraram, nos últimos anos, temperaturas amenas em Interlagos (o que era menos comum quando o GP do Brasil estava entre os primeiros do calendário), a sexta-feira que abriu a programação deste ano foi marcada pelo calor, visto como um importante aliado para quem, como Felipe Massa, tem maior dificuldade para aquecer os pneus rapidamente em condições de classificação. Os termômetros registraram 31 graus no ar e 45 no asfalto, números que podem ser bastante diferentes hoje, quando a previsão é de chuva tanto para o terceiro treino livre, às 11h, quanto para a definição do grid, às 14h.
As três horas de treino livre para o GP do Brasil não se distanciaram muito do script habitual para a categoria. Pela manhã, as equipes optaram por testar os carros em condições de corrida e avaliar a resistência dos pneus duros. Lucas di Grassi foi obrigado a acompanhar a movimentação dos boxes, já que o carro da Virgin foi comandado pelo belga Jerôme D’Ambrosio, que ainda sonha com o posto de titular em 2011 e trouxe o dinheiro de patrocinadores, fundamental para que a novata equipe inglesa pudesse concluir a temporada. Houve várias escapadas – na maioria das vezes sem maiores problemas, devido às amplas áreas de escape. Não foi o caso do russo Vitaly Petrov, que perdeu o ponto de freada na Curva do Laranjinha e bateu forte na proteção, danificando a suspensão de seu Renault. Diversos pilotos reclamaram da tendência de seus carros a saírem de frente.
Sebastian Vettel começou a mostrar sua força com a melhor marca da manhã (1min12s328), impressionantes quatro décimos de segundo mais rápido que o companheiro Mark Webber. Lewis Hamilton e Jenson Button vieram em seguida, com as McLarens e Rubens Barrichello conseguiu uma animadora sétima marca. Como faz habitualmente, a Ferrari optou por mandar seus carros à pista com tanque mais cheio, o que explica o ritmo de Fernando Alonso e Felipe Massa, 1s9 mais lentos do que o alemão da Red Bull. Nos segundos finais do treino, um susto para o líder do Mundial. Na subida dos boxes, ele encostou a Ferrari com uma pane no motor. Rapidamente a equipe esclareceu que se tratava de um propulsor antigo, que seria trocado de qualquer modo para a parte da tarde.
SURPRESA Quem imaginava que os tempos despencariam no segundo treino com os pneus supermacios se surpreendeu. A volta que deu a Vettel a melhor marca do dia foi quatro décimos de segundo mais veloz que a registrada pela manhã. Webber veio em seguida, com Alonso em terceiro. À tarde foi a vez de Felipe Massa enfrentar problemas. Saindo do S do Senna, ele viu o motor de sua Ferrari entrar em modo de segurança e apontou uma falha na embreagem como o motivo da parada, 26 minutos antes da bandeirada (o time detectou uma pane elétrica). Ainda assim, sua volta de 1min12s677 foi a quinta mais rápida, o que deixa o brasileiro otimista para brigar por um lugar nas primeiras posições.
“Seremos bastante competitivos. O comportamento dos pneus está como esperávamos e, se realmente chover amanhã (hoje) como está previsto, tudo pode acontecer”.
Rubens Barrichello melhorou apenas dois centésimos de um treino para outro e, bastante comedido, disse que ainda precisará fazer pequenas mudanças no acerto de sua Williams, mas é outro que confia na chuva para surpreender os favoritos.
Di Grassi fez um de seus melhores treinos no ano, ficando com a 21ª marca. “Meu chassi é oito quilos mais pesado que o do Timo (Glock) e ser mais rápido do que ele nessas condições é bastante positivo. Tive de sair com tudo desde o começo do treino para recuperar o tempo que perdi fora da pista pela manhã.
Bruno Senna, consciente de que não pode fazer muito com a Hispania, curtiu a chance de acelerar pela primeira vez em casa. “Trocamos o assoalho e fizemos algumas experiências meio improváveis que acabaram dando certo. O carro passou a me dar mais confiança. Fiz uma volta excelente, mas talvez desse até para ser uns dois décimos mais rápido." O sobrinho de Ayrton, que corre com um capacete estilizado para celebrar os 50 anos que Senna completaria em 2010, desmentiu que já tenha um acordo com a Lotus para 2011.
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