Segundo o estudo, os clubes mais endividados do país são Botafogo, Fluminense, Vasco, Atlético (com dívida líquida em torno de R$ 367.592 milhões) e Flamengo. O Cruzeiro ocupa a 13ª colocação do ranking, com endividamento de R$ 120,3 milhões.
A conclusão da consultora é que os clubes passaram a ganhar e gastar mais. Na mesma tendência do aumento das dívidas, a receita dos times atingiu a marca de R$ 2,14 bilhões, o que representa um salto de 27% na comparação com o ano anterior. O aumento dos ganhos está ligado ao valor pago pelos direitos de transmissão dos jogos. Do total arrecadado pelos clubes, 36% advém das cotas de TV. O dinheiro pago pela transmissão ajudou a reduzir o impacto dos custos com futebol, que também foram ampliados.
A segunda principal fonte de receita é com patrocínios e publicidade (18%). Em seguida aparecem a transação de atletas (15%), faturamento com clube social (13%), outras receitas (10%) e, por último, bilheteira (8%), que sofreu impacto direto das obras dos principais estádios para a Copa do Mundo’2014. Antes do fechamento, a bilheteria era responsável por 11% do faturamento total dos clubes. A tendência é que com a volta dos jogos de Atlético e Cruzeiro para o Independência, em Belo Horizonte, haja aumento na venda de ingressos.
OS QUE MAIS FATURAM As cinco maiores receitas do ano passado partiram de Corinthians, São Paulo, Internacional, Santos e Flamengo. O clube que obteve o maior crescimento comparativo, contudo, foi o Figueirense, com variação de 152%. O Cruzeiro ocupa a nona colocação em receitas, uma posição à frente do Galo. Em 2011 o crescimento da receita total da Raposa foi de 27% em relação a 2010. Esse crescimento representou R$ 27,3 milhões a mais gerados. O clube ampliou as receitas provenientes dos contratos de TV, transferências de atletas, patrocínio e publicidade e clube social, mas perdeu em bilheteria.
O Atlético, por sua vez, teve crescimento de sua receita total em 7%. Esse crescimento representou R$ 6,5 milhões gerados. O clube ampliou as receitas com contratos de TV e transferências de atletas, mas sofreu redução em receitas com bilheteria, patrocínios e clube social e esporte amador. Nos últimos cinco anos a receita total do clube apresentou evolução de 71%.