Junte 22 pilotos de talento, entregue a todos carros que podem sofrer modificações mínimas de acerto, impeça os treinos entre as etapas para evitar que quem tem maior orçamento leve a melhor. O resultado? Pode atender pelo nome de Trofeo Linea. Se os carros não são tão potentes ou espetaculares quanto os Stock Car - não se trata de protótipos, mas de modelos de rua devidamente preparados para competição, são igualmente bonitos e, mais importante, capazes de proporcionar provas emocionantes, que divertem mesmo quem já perdeu as contas de quantas largadas no currículo, como o grande nome do fim de semana, Cacá Bueno.
O carioca venceu a primeira corrida da rodada dupla e, na segunda, mesmo obrigado a largar em oitavo devido ao grid invertido, deu show em disputas duras, mas leais com adversários como Giuliano Losacco e André Bragantini, a quem agradeceu assim que desceu do carro. O tricampeão brasileiro da Stock conseguiu, com o desempenho do fim de semana, se recuperar do que ele mesmo define como "bobagem" feita em Londrina, quando queimou uma largada e acabou punido.
O líder do campeonato André Bragantini manteve a ponta nas primeiras voltas da corrida da manhã, mas acabou superado com maestria por Bueno no S do Senna, antes da neutralização provocada pelo acidente com Luciano Kubrusly, que levou à entrada do safety car. No pelotão intermediário, José Vitte, José Córdova, Serafim Jr., Cesinha Bonilha (que acabaria desclassificado), Christian Fittipaldi e Giuliano Losacco garantiam o espetáculo. Apenas 0s328 separaram o ganhador de Bragantini, segundo colocado. José Córdova herdou a terceira posição, originalmente de Bonilha. O mineiro Clemente Jr., às voltas com a difícil adaptação aos carros de turismo depois da carreira na F-3, de que foi campeão sul-americano, ainda teve de enfrentar problemas no motor, e concluiu a prova em 13º.
A expectativa era por 25 minutos ainda mais emocionantes na segunda corrida já que, ao contrário da primeira, não seria necessário poupar o equipamento. Pois a fumaça dos freios travando nas curvas mais lentas, como a do Laranjinha e do Bico de Pato, e as rodas traseiras no ar foi o que mais se viu. E realmente ninguém quis economizar. Os toques foram inúmeros, houve vários passeios pela área de escape e o único com situação tranquila da largada à bandeirada foi o carioca Duda Pamplona, que soube usar bem a pole herdada com a desclassificação de Bonilha. Cacá ainda se aproximou nas voltas finais, mas não o suficiente para ameaçá-lo. Losacco terminou em terceiro.
Quinta etapa 1) Cacá Bueno 14 voltas em 27min36s620 2) André Bragantini, a 0s328 3) José Córdova, a 2s421 4) Serafim Jr., a 9s680 5) José Vitte, a 10s800 6) Giuliano Losacco, a 11s033 7) Popó Bueno, a 11s289 8) Duda Pamplona, a 11s601 9) Christian Fittipaldi, a 11s827 10) Alceu Feldmann, a 16s055
Sexta etapa 1) Duda Pamplona, 15 voltas em 28min44s744 2) Cacá Bueno, a 0s577 3) Giuliano Losacco, a 3s538 4) André Bragantini, a 4s414 5) José Córdova, a 5s029 6) José Vitte, a 5s200 7) Christian Fittipaldi, a 5s723 8) Antônio Jorge Neto, a 10s711
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