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Racing Festival ganha força no calendário brasileiro

Rodrigo Gini - Portal Uai

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Publicação:

22/08/2010 15:43

 

Atualização:

22/08/2010 16:34


Pode ter sido apenas a terceira etapa da curta história do campeonato mas, diante dos olhos do padrinho e principal incentivador, o Racing Festival mostrou que tem tudo para garantir lugar cativo no panorama do esporte motor brasileiro. A combinação entre o profissionalismo do organizador Carlinhos Romagnolli, o suporte da Fiat, da Honda e de outros patrocinadores e o incentivo de um padrinho como Felipe Massa, além de um regulamento pensado para fazer com que o braço prevaleça sobre duas ou quatro rodas já é sinônimo de sucesso. Opinião tanto de quem está dando os primeiros passos - a meninada da F-Future, quanto de nomes experientes como Cacá Bueno, tricampeão da Stock Car, campeão sul-americano de Turismo e vencedor da primeira prova da rodada dupla do Trofeo Linea em Interlagos.

"A Stock é uma categoria diferente, em que tudo é grande, exagerado até. Os carros são muito rápidos, muito potentes, são máquinas projetadas para a corrida. Mas é muito bom contarmos com uma categoria em que o carro que está na pista é o mesmo à venda na concessionária. Fica muito equilibrado e é divertido de pilotar. O único segredo é reprogramar o chip e se readaptar. No Stock a tração é traseira; aqui, dianteira, o motor é turbo. Muda tudo: o jeito de acelerar, os pontos de frenagem. Está só começando, mas tem tudo para crescer e se consolidar".

O que se vê nos boxes de Interlagos é uma saudável mistura de romantismo – não faltam nomes da velha guarda, pilotos como Paulo Gomes, ou visitantes ilustres de outras categorias, como Max Wilson, além de engenheiros e preparadores que somam décadas de experiência nas pistas, e o espaço destinado às motos é marcado pela modéstia, o que em nada compromete o espetáculo - com modernidade e profissionalismo. Mesmo as equipes menores decoram os boxes no melhor estilo da F-1, com direito a TVs de plasma transmitindo imagens e cronometragem, além de cabines de comando na grade da reta dos boxes em que os responsáveis pela estratégia dos times e o contato com os pilotos acompanham as corridas.

Nada de estrelismo ou excessos: os responsáveis pela segurança e controle nos boxes pedem educadamente para que todos se afastem quando da saída ou da passagem dos carros. Mesmo Romagnolli, às voltas com um script intenso, encontra tempo para conversar e falar com orgulho da empreitada. O tranco da primeira marcha engatada é a senha: um dos Linea vai ganhar a pista. Horários respeitados à risca e uma programação que não deixa o público sem ação por um instante
sequer. Saem as máquinas de corrida, entram as acrobacias da equipe Forca & Ação. Sem que se note, o intervalo entre a primeira e a segunda baterias das três categorias passa, e a velocidade recomeça. O único ponto negativo é o pequeno número de inscritos na F-Future, mas os responsáveis pelo evento acreditam que o cenário será bem diferente em 2011. Na Linea já há mais gente disposta a correr do que carros disponíveis. Os elogios surgem de todos os lados: de quem participa, quem ajuda ou simplesmente assiste. Especialmente se pela primeira vez. O automobilismo e o motociclismo brasileiro agradecem. Longa vida ao Racing Festival.

O jornalista viajou a convite da Fiat


 

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