RSS Twitter Contato

Minha Conta:

Esqueceu a senha?
  • (0) Comentários
  • Votação:

Segredo bem guardado

Máquina da McLaren para 2012, de aparência convencional, esconde sistema que compensa proibição do uso dos gases de escapamento

Rodrigo Gini - Superesportes

Publicação:

02/02/2012 07:00

 

Atualização:

02/02/2012 10:59

“Há inovações técnicas que ficarão evidentes quando vocês observarem o carro, e que podem não agradar a nossos rivais”. O alerta feito pelo diretor de tecnologia da McLaren, Geoff McGrath, momentos antes do lançamento do MP 4/27, carro para o Mundial de F-1 de 2012, na imponente sede da equipe, em Woking, demorou a ser interpretado corretamente. Mas bastou observar com atenção uma entrada de ar em fibra de carbono logo abaixo do bico para imaginar o que pode ser mais um pulo do gato, depois de soluções como o F-Duct, o sistema que diminuia a pressão aerodinâmica nas retas graças a um sistema acionado pelo braço ou perna do piloto, e que acabou substituído pela asa traseira móvel, o DRS.

Os engenheiros comandados por Tim Goss parecem ter encontrado uma solução simples e engenhosa para compensar a proibição do uso dos gases de escapamento para aumentar a pressão aerodinâmica sobre o difusor: o ar canalisado para esta entrada segue ao lado do cockpit, segue pelas laterais e, ao passar ao lado do motor, ganha temperatura. Não tanto quanto os 800 graus registrados nas saídas do propulsor, mas o suficiente para garantir, em boa parte, o efeito proporcionado pelo sistema banido pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

Talvez pela obviedade, projetistas, engenheiros e dirigentes tenham desviado o foco para outros aspectos da máquina que será pilotada por Jenson Button e Lewis Hamilton. O bico, diferentemente do visto na Caterham (e previsto para todos os novos projetos, devido à mudança nas regras), não apresenta um degrau à frente do cockpit e é mais baixo e largo que o do antecessor. As laterais perderam o formato de “U” quando vistas de frente e, na visão lateral, lembram uma gota – Goss explicou que o conceito servia para o regulamento de 2011 – e a parte traseira é estreita e com as linhas limpas, de modo a criar o mínimo de obstáculos para a passagem do ar, com suspensão pull-rod (o elemento principal liga a parte superior do cubo de roda à inferior do conjunto motor/câmbio). A carenagem do motor lembra a da Ferrari F150 Italia.

No evento, a primeira aparição oficial do australiano Sam Michael, ex-Williams, como diretor esportivo, o discurso unânime foi de que muito ainda mudará no MP4/27 até o GP da Austrália e o desempenho nos testes de pré-temporada a partir de terça-feira não refletirá o potencial da máquina. O desafio é evitar os problemas do ano passado, quando a tentativa de usar um escapamento apelidado de octopus (polvo) foi um fracasso e fez com que o time chegasse a Melbourne sem desenvolver outras partes do carro. “Nossos objetivos são muito ambiciosos: dar a Jenson e Lewis um carro capaz de brigar pelo título. Procuramos uma integração perfeita entre o desenho e a aerodinâmica. Agora é a hora de tirar todo o desempenho do equipamento. Já temos vários pacotes de evolução previstos para a temporada – asas dianteira e traseira, assoalho e carroceria mudarão bastante durante o ano”, explicou Goss.

DNA VENCEDOR O diretor geral Martin Whitmarsh foi além e considerou frustrantes os vice-campeonatos de pilotos (com Button) e construtores em 2010. “Temos dois pilotos sensacionais, campeões do mundo, um time invejável, uma tradição de conquistas e não podemos pensar em algo que não seja  grandioso. Não gostamos de perder, não faz parte de nosso DNA.”

...Neve nos planos da Ferrari

O rigoroso inverno na região italiana da Emilia Romagna pode forçar a Ferrari a mudar os planos do lançamento de sua nova máquina, conhecida pelo código interno 663. Se a apresentação à imprensa e convidados na fábrica de Maranello está mantida para amanhã, o shakedown (verificação do funcionamento dos sistemas) e as filmagens promocionais previstas para o circuito da fábrica, em Fiorano, devem ser adiados ou mesmo cancelados. Uma das alternativas seria transferi-los para Mugello, em Florença, também de propriedade da Ferrari, desde que a tempo de enviar o material para Jerez, palco do primeiro teste de pré-temporada.

 

Comentar notícia

Verificando informações

Esta matéria tem:

(0) comentário(s)

Não existem comentários ainda


Blogs e colunas

Shopping

'INTIP - Inteligência em Internet'