Se a decisão da Copa Libertadores não fosse contra o Boca Juniors, os corintianos poderiam estar mais tranquilos. Afinal, o time argentino costuma ser algoz em decisões fora de casa, especialmente contra os brasileiros. Em 2000, derrotou o Palmeiras no Morumbi. Três anos depois venceu o Santos no mesmo estádio e, em 2008, foi campeão ao derrotar o Grêmio no Olímpico. Presente no primeiro e no último, o armador Riquelme teve papel decisivo.
O comprometimento dos jogadores é grande. Eles fizeram um pacto com a comissão técnica a fim de conquistar o sétimo título da história do torneio continental. Mesmo atletas com contrato encerrado ou muito perto do fim vão para o jogo. O caso mais curioso é do atacante Cvitanich. Ele pertence ao Ajax e está emprestado ao Boca, mas o vínculo terminou no dia 30. Diante da insistência do jogador, a diretoria holandesa o liberou para a decisão do torneio. Mesmo na reserva, ele abriu mão das férias para lutar pelo título. Caso semelhante ao do zagueiro Schiavi.
Já o lateral-direito Facundo Roncaglia, que marcou o gol dos argentinos na partida de ida, na Bombonera, não vai jogar. Depois de encerrado o compromisso com o Boca, ele negocia uma renovação para enfrentar o Corinthians, mas não aceitou o seguro oferecido pelo clube para o caso de sofrer uma lesão durante o confronto. O agente do jogador exigiu um seguro internacional, com cláusulas específicas que só são obtidas na Inglaterra e Holanda. Roncaglia foi negociado com a Fiorentina por quatro temporadas, mas a diretoria xeneize esperava contar com o atleta diante do Timão. Ele não embarcou para o Brasil.
À FRANCESA Na chegada a São Paulo, a delegação do Boca fugiu do clima de estádio que lhe esperava na área de desembarque do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Jogadores e a comissão técnica pegaram um ônibus logo que desceram do avião e usaram uma saída lateral do aeroporto, evitando contato com torcedores e jornalistas que foram acompanhar a chegada deles.
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