Delegações dos países que pleiteiam sediar as Copas seguintes à de 2014 fazem as apresentações
na sede da Fifa, em Zurique (Suíça), e escolhidos serão conhecidos hoje
A Copa de 2014 será no Brasil. Hoje, o mundo vai conhecer as sedes dos Mundiais de 2018 e 2022. Em meio a denúncias de corrupção de alguns integrantes do Comitê Executivo da Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa), entre os quais o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e da Confederação Sul-Americana de Futebol (CSF), Nicolás Leoz, começaram ontem na sede da entidade, em Zurique (Suíça), e terminam hoje as apresentações das delegações que estão postulando sediar as competições.
A Austrália abriu a série de apresentações dos países candidatos a promover a Copa do Mundo de 2022. Coreia do Sul, Catar, Estados Unidos e Japão defenderam suas propostas em seguida. Os candidatos à Copa de 2018 – Inglaterra, Rússia, Espanha/Portugal e Holanda/Bélgica – farão suas apresentações somente hoje. O resultado das duas eleições simultâneas deve ser anunciado por volta das 13h (de Brasília).
Ao encerrar a apresentação da candidatura dos Estados Unidos, o ex-presidente norte-americano Bill Clinton fez discurso que mobilizou a todos, diferentemente das apresentações mornas das quatro postulantes anteriores. Quando encerrou sua fala, ele recebeu aplausos bem acima dos demais. E o áudio da sessão, já sem imagem, mostrou o mestre de cerimônias da Fifa pedindo aos membros da candidatura dos EUA e aos cartolas do Comitê Executivo que acabassem com os cumprimentos e se retirassem para a nova apresentação, que seria a do Japão.
Para levantar o público, Clinton citou passagens de sua vida, que é ligada ao futebol. "Eu me lembro de levar Chelsea (sua filha) para jogar e percebi como esse era um jogo que só precisava de uma bola e de um calçado, e não de tantos equipamentos." Em seguida, ressaltou a mobilização do público americano em torno do futebol. E ressaltou a Copa da África do Sul. “Ela me deu uma perspectiva diferente do que pode representar esse esporte.”. Antes dele, o ator Morgan Freeman e o jogador Donovan tinham sido palestrantes para os EUA. O presidente Barack Obama, que não foi a Zurique, mandou um vídeo e agradeceu ao Comitê Executivo. “Vocês deram uma grande oportunidade aos norte-americanos de receber a Copa. Após a apresentação, esperam que vejam, como eu vejo, como estamos preparados.” Ele ressaltou a diversidade dos EUA e de seu povo, mesmo argumento usado pela Austrália. Ao encerrar, com uma bola nas mãos, Obama disse: “Eu espero ter a chance de recebê-los em 2022”.
Calor Em sua apresentação, a candidatura do Catar à Copa do Mundo de 2022 tentou rebater as afirmações de que fazer o evento no país seria inviável por causa do calor. O relatório técnico da entidade apontou as altas temperaturas como fator de risco, por afetar campos e o rendimento de jogadores. Representantes da postulação do Oriente Médio disseram que a colocação de ar-condicionado em estádios e campos evitará que o calor afete o desempenho dos jogadores. O sistema seria usado também para resfriar o gramado. A ideia é que os estádios sejam desmontados depois da competição para não se tornarem elefantes brancos e ser refeitos em países em desenvolvimento. Na apresentação, um torcedor de Bagdá e moradores de Israel serviram para mostrar que a eventual Copa no Oriente Médio poderia produzir união e celebração na região.
Antes, Coreia do Sul e Austrália se apresentaram aos membros da Fifa, também com candidaturas para 2022. O país asiático ressaltou sua capacidade e infraestrutura, parte dela já utilizada na Copa 2002. E os australianos apostam no ineditismo da Copa no país. As duas apresentações foram frias, sem grandes momentos de emoção.
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