Ao lado da corrida, as competições de saltos e lançamentos compõem a tríade da modalidade. Em Londres, Brasil sonha ao lado de Fabiana Murer e Maurren Maggi
“Citius, altius, fortius.” O lema olímpico, traduzido do latim como “mais rápido, mais alto e mais forte”, simboliza o trio de modalidades do atletismo – corrida, saltos e lançamentos –, presente nos Jogos Olímpicos desde a Grécia Antiga. E enquanto as provas de pista são na maioria das vezes as mais badaladas das grandes competições, caso dos 100m rasos, as disputas no campo revelam momentos de plasticidade e beleza raros. São quatro tipos de saltos (triplo, em distância, em altura e com vara) e outros quatro de lançamentos ou arremessos (peso, dardo, martelo e disco), cada um com técnica específica e aprimorada ao longo de anos de competição.
O salto em altura, por exemplo, só passou a ser realizado de costas a partir da Cidade do México’1968, quando o norte-americano Dick Fosbury atingiu 2,24m e levou o ouro. Já o arremesso de peso ganhou estilo parecido ao do dardo – rotacional – a partir da técnica do soviético Aleksandr Baryshnikov em Montreal’1976. As provas mais antigas são arremesso de disco, lançamento de dardo e salto em distância, presentes desde os tempos dos Jogos da Antiguidade.
Todos as outras modalidades, à exceção do arremesso de martelo (entrou em Paris’1900), porém, já estavam incluídas em Atenas’1896, os primeiros Jogos da Era Moderna. Em Londres, as provas de atletismo serão na segunda semana de disputa, de 3 a 12 de agosto. Fabiana Murer (salto com vara) e a atual campeã olímpica Maurren Maggi (salto em distância) são as principais esperanças de pódio do Brasil, enquanto a russa Yelena Isinbayeva continua a ser a maior estrela do evento. As disputas no campo serão todas no Estádio Olímpico, incluindo as do decatlo, que mistura corridas a saltos e arremessos.
A russa Yelena Isinbayeva, de 30 anos, será a principal atleta das competições de campo do atletismo em Londres. Única mulher na história a passar da barreira dos 5m, ela já quebrou 28 vezes o recorde mundial do salto com vara, contando provas indoor e outdoor – hoje, tem 5,06m. Depois de passar a maior parte de 2011 longe das competições, voltou à forma neste ano com o recorde indoor de 5,01m no meeting de Estocolmo. Em pista descoberta, só saltou na semana passada, vencendo o meeting de Sotteville (França) com 4,75m.
ESPERANÇA BRASILEIRA Com presença discreta nas provas de lançamento, o Brasil tem grande expectativa nos saltos. Atual campeã olímpica do salto em distância, Maurren Maggi, primeira brasileira medalhista no atletismo, tenta repetir a dose. No salto com vara, Fabiana Murer tem a segunda melhor marca do ano (4,77m) em pistas descobertas, acima até de Isinbayeva, e vai atrás do pódio inédito. Entre os homens, o mineiro Jonathan Silva está entre os melhores da temporada no salto triplo e sonha com medalha, assim como Mauro Vinícius da Silva, ouro no recente Mundial Indoor de Istambul no salto em distância.
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