RSS Twitter Contato

Minha Conta:

Esqueceu a senha?
  • (0) Comentários
  • Votação:

Centenário: o América em boas companhias

Redação - Superesportes

Publicação:

23/03/2012 07:00

1912–2012. O América Futebol Clube completará 100 anos de existência em abril. Sua maior glória é ter sido decacampeão mineiro (1916/1925). Título eterno, imenso e único, pois desconheço outro time de futebol no mundo que o possua. Além de testemunhar a criação do Coelhão por uma dúzia de adolescentes (meninos da base?), o ano de 1912 viu nascer muita gente boa no Brasil e no exterior, o que prova e comprova que a categoria alviverde já vem do berço.


Boas companhias? Selecionei artistas de renome internacional que abriram os olhinhos pela primeira vez em 1912. No meu ponto de vista, todos são craques, cada um à sua maneira e em seu campo específico de atuação. Espero que você, leitor (a), aprove minha lista de contemporâneos do América: Luiz Gonzaga, brasileiro, músico, falecido em 1989; Jorge Amado, brasileiro, escritor, falecido em 2001; Mazzaropi, brasileiro, ator e cineasta, falecido em 1981; Jackson Pollock, norte-americano, artista plástico, falecido em 1956; Gene Kelly, norte-americano, ator e bailarino, falecido em 1996; Michelangelo Antonioni, italiano, cineasta, falecido em 2007; John Cage, norte-americano, músico, falecido em 1992; Zé Coco do Riachão, brasileiro, músico, faleceu em 1998; Robert Doisneau, francês, fotógrafo, falecido em 1994. Deixei por último o único desta lista que teve relação direta com o futebol: Nelson Rodrigues, brasileiro, falecido em 1980.


Jornalista e dramaturgo brilhante, autor de peças que revolucionaram o teatro nacional, Nelson Rodrigues também se destacou como cronista esportivo. De 1955 a 1959, ele assinou coluna semanal na revista Manchete Esportiva. Populares, suas crônicas eram aguardadas com grande interesse por aqueles que gostavam de esportes, em especial de futebol, mas também de literatura. Foram 163 e a partir da 84ª passou a se chamar Meu personagem da semana. Para quem não teve o prazer de lê-las à época em que foram escritas e publicadas, estão reunidas no livro O berro impresso das manchetes, editora Agir, 2007. Obrigatório para estudantes de jornalismo e para jornalistas que cobrem esportes.


Para dar a você um gostinho de quero mais, segue trecho da crônica em que Nelson Rodrigues comenta a atuação de Garrincha contra a Seleção da URSS, no Mundial de 1958, na Suécia. “Creiam, amigos: o jogo Brasil x Rússia acabou nos três minutos iniciais. Insisto: nos primeiros três minutos da batalha, já o Garrincha tinha derrotado a colossal Rússia, com a Sibéria e tudo o mais. E notem: bastava um empate. Mas o meu personagem da semana não acredita em empate. (...) Foi driblando um, driblando outro e consta, inclusive, que, na sua penetração fantástica, driblou até as barbas de Rasputin”. O Brasil venceu por 2 a 0. Nos dois gols Garrincha driblou seus marcadores, foi ao fundo e lançou na área para o centroavante Vavá empurrar para as redes.


Desejos para domingo: que Kaio se faça de Garrincha, que Fábio Júnior seja o nosso Vavá e os azuis a URSS.

Comentar notícia

Verificando informações

Esta matéria tem:

(0) comentário(s)

Não existem comentários ainda


Blogs e Colunas