“Quem contratou o Milagres fui eu há 20 anos. Milagres era um goleiro do Flamengo e da Seleção de base. Ele estava sem oportunidade no Flamengo. Trouxemos ele em 1992. Eu já era diretor de futebol. Vinte anos depois me coube a tarefa de dar a ele a primeira chance como treinador profissional. Fico muito feliz. Ele foi um atleta muito dedicado e se tornou um ídolo. Não estou fazendo um favor ao Milagres, pois foi ele quem conquistou esse espaço com muito trabalho”, destacou Marcus Salum.
A diretoria decidiu dar uma chance a Milagres, que era o treinador da equipe júnior, após uma breve reunião realizada nessa segunda-feira. Os dirigentes cogitaram técnicos mais experientes como Jorginho, Flávio Lopes, Lula Pereira e Adílson Batista, mas perceberam que o ex-goleiro teria plenas condições de reabilitar o Coelho na Série B do Brasileiro.
“É difícil acreditar no novo. Mas o América sempre foi inovador. Temos muita coragem de arriscar. Acredito muito nessa comissão do Milagres, que construiu um espaço como treinador de sucesso. É melhor apostar nele do que trazer medalhões, técnicos mais experientes e que não possuem tanta identificação com o clube”, ressaltou.
Salum contou que o contrato de Milagres com o clube será o mesmo, porém, ele terá algumas bonificações ao longo de sua trajetória no time principal.
“Ele é um profissional contratado do clube. Ele continua como profissional do América do jeito que era antes. Logicamente, ele vai ter algumas premiações que vamos combinar. Vamos pensar primeiro em fazer a máquina funcionar. Ele já e um profissional do América. Não estou preocupado com isso (questão contratual). Ele é um grande profissional”, concluiu.