A experiência, porém, ensina que foi bom ter despachado os catarinenses, apresentando um belo futebol – com certeza, a melhor atuação do América na temporada –, mas não é motivo para se iludir. “A caminhada é longa e há muito o que fazer para que o ano seja de vitórias”, afirma. Para ele, um dos pontos positivos para o resultado positivo foi a conversa no intervalo: “O Paulo Comelli pediu que voltássemos com a mesma vontade. Tínhamos condições de sair com a vitória e retornamos mais determinados ainda. Mostramos que a equipe tem qualidade e que futebol se resolve dentro de campo”.
Ele diz que a receita para que aos 35 anos esteja jogando como um menino é a aplicação nos treinamentos: “A idade não conta. Eu sempre procuro treinar muito, me dedicar, para ter as oportunidades no jogo. Essa dedicação que dá os resultados. Claro que às vezes não aproveito as chances 100%, mas tenho feito os gols, o que nos dá confiança e certeza de que estamos fazendo o correto”.
O veterano jogador viu a cobrança aumentar por causa do jejum. Coincidentemente, nas quatro partidas em que ficou sem marcar, o América também passou em branco: nas derrotas por 2 a 0 para Villa Nova e Tombense, pelo Campeonato Mineiro; no empate por 0 a 0 com o Gurupi e na derrota por 1 a 0 para o Avaí, ambos pela Copa do Brasil. “A gente vinha de resultados ruins, ainda mais por estarmos há muito tempo sem marcar, mas provamos que temos muita qualidade. Quando todo mundo quer e se dedica, a gente consegue o resultado. A equipe está de parabéns pela luta e pela classificação em que poucas pessoas acreditavam”, afirma Fábio Júnior.
DINHEIRO A classificação também ajudará a reforçar o caixa americano. O clube, que já tinha garantido R$ 300 mil (R$ 150 mil referentes à primeira e segunda fases, cada), agora vai embolsar R$ 400 mil pelos dois confrontos contra o Internacional, valor da cota paga pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
O técnico Paulo Comelli reconhece que o América precisa melhorar de rendimento para ir mais longe, mas admite que a goleada sobre o Avaí, na capital catarinense, foi um alento, depois da derrota em casa por 1 a 0: “Queremos montar uma equipe forte, que independentemente de jogar dentro ou fora de casa seja ofensiva. Essa foi a minha postura no Criciúma no ano passado, quando a equipe conseguiu o vice-campeonato da Série B”.
O Coelho recomeça os treinos hoje, agora visando à estreia na Série B, no próximo sábado, contra o Guaratinguetá. Comelli acredita que o time está encorpando, com Jadílson e Vitor Hugo na zaga, Claudinei e Leandro Ferreira no meio e o ataque mostrando eficiência. Ele espera, em breve, poder aproveitar Nikão durante os 90 minutos, para que o time fique mais agressivo.