Com respaldo no talento demonstrado por Maradona e na genialidade atual do craque Lionel Messi, a grife em torno dos ‘camisas 10’ argentinos é constante no futebol brasileiro. Mas a contratação do armador Damián Escudero pelo Atlético traz à tona um problema para o jogador e para o Galo: nenhum meia argentino e nem de outra nacionalidade do exterior conseguiu brilhar na posição com a camisa atleticana.
O precursor na lista de meias estrangeiros no Alvinegro foi o argentino Guido Baztarrica. Com passagem pelo Galo nas temporadas de 1945 e 1946, ele fez quatro partidas e não anotou nenhum tento. Guido foi ídolo do Boca Juniors, mas não repetiu o sucesso em Minas Gerais.
O segundo jogador de criação vindo do exterior veio 50 anos depois de Guido. O escolhido foi Alexander Escobar, da Colômbia. Ele chegou com prestígio do América de Cali, mas o excesso de peso e o futebol não agradaram em Belo Horizonte. O armador fez oito jogos pelo Atlético e não marcou nenhum gol.
Em 2005, o argentino Lívio Prieto desembarcou na capital mineira e deu um belo cartão de visitas: um lançamento magistral de aproximadamente 40 metros para o atacante Quirino marcar diante do Villa Nova, pelo Campeonato Mineiro. Porém, depois disso, o jogador não produziu mais e deixou o clube dispensado. Posteriormente, ele acionou o Atlético na justiça em busca de um ressarcimento financeiro. Prieto fez 14 jogos pelo Atlético.
Um ano depois a história se repetiu. Em uma negociação com o River Plate, o zagueiro Cáceres foi para os Milionários e Jonathan Fabbro veio para o Alvinegro. O armador ficou quatro meses no time e disputou apenas quatro partidas, sem balançar as redes e sem deixar saudades no torcedor.
Prieto: apenas 'lançamento'
Na temporada 2008, um sonho antigo do clube vestiu a camisa alvinegra: o sérvio Petkovic foi anunciado como presente pelo centenário. Embora tenha demonstrado mais eficácia que os anteriores, a falta de condição física e a idade avançada impediram que o jogador fosse supremo entre os armadores. O meia alternou bons e maus momentos no Atlético e marcou quatro gols no Brasileiro daquele ano.
A última aposta estrangeira para o setor de meio-campo foi o equatoriano Edíson Mendez. Ele foi indicado por Vanderlei Luxemburgo e apresentado em 2010, após a Copa do Mundo na África do Sul. Apesar de ser um atleta de Seleção Equatoriana, o jogador não deixou boa impressão no Galo e rescindiu o contrato em janeiro de 2011.
Nos últimos Nacionais, os meias Montillo (Cruzeiro), D´Alessandro (Internacional) e Conca (ex-Fluminense) se destacaram como melhores armadores do Campeonato Brasileiro. Já o meia Escudero cresceu de produção no Grêmio na reta final da competição de 2011.
Veja a lista dos armadores estrangeiros que atuaram pelo Galo:
Alexander Escobar – Colômbia – 1996
Guido Baztarrica – Atlético 1945/1946
Lívio Prieto – Argentina – 2005
Jonathan Fabbro – Argentina – 2006
Dejan Petkovic – Sérvia - 2008
Edíson Mendez – Atlético – 2010