“Zagueiro tem que ser firme, forte e duro. Sem querer machucar, mas tem que tomar conta do espaço. Vou querer ser o mais firme, simples e objetivo possível para poder ajudar.”
Contratado a pedido do técnico Cuca, com quem trabalhou no Botafogo, Rafael Marques não vê vantagem em relação aos companheiros na disputa. “Não vejo facilidade nenhuma. Todos os jogadores que estão aqui é porque têm qualidade. O atleta vive de desafios. Respeito meus companheiros e vou procurar dar meu melhor para conseguir meu espaço.”
No Atlético, Rafael vai reencontrar dois antigos companheiros: Réver, com quem jogou no Grêmio, e Leonardo Silva, com quem atuou no Brasiliense. “Já tive oportunidade de trabalhar com o Réver no Grêmio, em 2009 e três meses em 2010. Fizemos bons trabalhos. Na época, tinham outros zagueiros e a gente revezava muito. Trabalhei quatro, cinco meses com o Leonardo Silva, no Brasiliense. São jogadores de qualidade, assim como o Werley, o Lima e o Luiz Eduardo. Vejo que cada um vai buscar seu espaço, respeitando o outro, para ajudar o Atlético.”
Ciente da cobrança do torcedor atleticano, Rafael Marques não teme trabalhar sob pressão. “Jogador de alto nível de equipe grande vai viver com cobrança a todo momento. Quando você tem um grupo forte, que te recebe bem, a cobrança é dividida e você tira coisas boas. Com o Grêmio foi assim. Fiquei três anos e meio vivendo de cobranças. E aqui não vai ser diferente. Com o grupo unido, vamos superar isso.”