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Segundo BWA, clubes pagarão no máximo R$ 90 mil por partida no Independência

Concessionária que administrará estádio ressalta que valor dependerá do público

Gustavo Andrade - Superesportes

| Tags: celular 

Publicação:

26/04/2012 15:55

Rodrigo Clemente/Esp. EM/D.A Press

Os clubes que mandarem seus jogos no Independência terão gastos entre R$ 10 mil e R$ 90 mil por partida, segundo Bruno Balsimelli, diretor da concessionária que administrará o estádio do Horto. Esse valor dependerá da expectativa de público.

Balsimelli afirmou que a BWA cobrará apenas aquilo que será necessário para colocar o estádio em operação. “Todo nosso faturamento é aberto e olhado pelo Ministério Público, pelo governo, e nós temos de trazer receitas. Não é meu objetivo ganhar dinheiro em quadro-móvel. Eles vão ter apenas de pagar o comprometimento para fazerem o espetáculo”, disse.

“Esses eventos no máximo, com casa cheia e 23 mil pessoas, serão R$ 90 mil. Não é um absurdo. Numa arrecadação de R$ 2 milhões aqui dentro, isso é 5% de sua arrecadação. Não acho que isso seja um absurdo. Os clubes pagarão no máximo R$ 90 mil, e o mínimo será de R$ 10 mil. Isso dependerá da demanda”, acrescentou Balsimello.

Antes do fechamento do Mineirão, os clubes pagavam R$ 5 mil para o aluguel por cada partida no estádio da Pampulha. Atualmente, são pagos R$ 1 mil pelo uso da Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Bruno Balsimelli pondera que a concessionária deverá arcar com mais gastos no Independência.

“A polícia só tem uma missão aqui dentro, que é de vigiar. Ela não tem mais que prestar os serviços que fazia anteriormente. Quem faz agora esse serviço é uma empresa privada. Antes o governo de Minas sempre bancou todos os custos. Hoje temos de pensar que temos de atender à população. Esse espetáculo é privado, assim ele tem de sustentar sozinho”, destacou o dirigente, que ressaltou a relação entre valor pago para o uso do estádio e a expectativa de público.

“A partir de agora, não só a Arena Independência como o Mineirão, eles vão ter de ser privados em todos os aspectos. Há um custo para operar o estádio e ele é repassado num quadro móvel aos clubes. Antes os clubes não pagavam nada, agora vão pagar, com certeza, de acordo com o público”, disse.

O quadro móvel citado por Balsimelli envolve todas as pessoas contratadas para trabalharem numa partida no Independência. A concessionária disponibilizará monitores, que serão encarregados de orientar o público e evitarem transtornos. A cada cem torcedores, haverá um monitor.

Com a promessa de que o torcedor desfrutará de conforto e segurança no Independência, o diretor da concessionária crê que o ingresso terá valores mais altos. “Vai mudar muito o perfil do torcedor que vai frequentar o estádio. O ticket médio vai mudar. Tem de mudar. Na Europa é assim. Nos Estados Unidos é assim. Você tem o espaço para torcida organizada, mas tem muitos torcedores que não iriam mais ao estádio por causa de violência. Hoje, você vai ter comodidade, tranquilidade e segurança”, observou.

Entretanto, a BWA promete apenas aconselhar sobre valores de ingresso e não arrecadar com os bilhetes. “A bilheteria é do clube, não é minha. O que a gente aconselha é colocar o valor do ticket equilibrado. O valor do ingresso nos moldes do que é hoje uma peça teatral. Acho que, no Campeonato Brasileiro, as cadeiras inferiores que têm localização central, você tem de cobrar no mínimo R$ 60. Lá em cima, que temos um problema (de visibilidade), acho que você pode fazer um ticket a R$ 40”, avaliou Balsimelli.

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