Jornada longa entre Belo Horizonte e Tijuana. A reportagem do Superesportes viajou da capital mineira à cidade do próximo jogo do Atlético na Copa Libertadores, neste fim de semana, e conta como é o trajeto.
A logística para pisar na Baixa Califórnia é complicada e demanda paciência. O trajeto completo pode ser feito com duas ou três conexões. E o desgaste aeroportuário pesa principalmente na hora de imigrar no México.
A saída de Belo Horizonte aconteceu às 21h45 de sexta-feira. A partir daí, foram 31 horas dedicadas apenas a chegar em solo tijuanense. Dentro de quatro aviões, foram mais de 15 horas de voo.
Como curiosidade, um voo direto de Minas para Miami, nos Estados Unidos, tem oito horas de duração. Para Lisboa, em Portugal, são necessárias nove horas.
O trajeto feito neste fim de semana é diferente em relação ao do Atlético, vale destacar. A reportagem teve uma rápida noite de quatro horas de sono em Guarulhos e fez escala em Bogotá, na Colômbia. A delegação alvinegra terá um percurso de aproximadamente 19 horas.
A viagem rumo à América do Norte começará na segunda-feira, às 19h40, com previsão de chegada à Cidade do México na terça-feira às 12h (de Brasília), após passagem por São Paulo. A delegação desembarcará em Tijuana, na Baixa Califórnia, fronteira com os Estados Unidos, por volta das 14h30 (de Brasília), quase 19 horas depois de embarcar em BH.
O primeiro passo foi deixar a capital mineira na noite de sexta-feira e dormir rapidamente em um hotel próximo ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, após uma hora de voo.
Sábado, após despertar às 5h30, retorno para Guarulhos. De lá, a partida para Bogotá às 8h45. Para chegar na capital colombiana, são cerca de 6 horas de voo.
Esta etapa da viagem já é o suficiente para sentir desgaste. Mas ainda há muitos quilômetros para percorrer. O próximo destino era o México.
Imigração e mudança de terminal
São cerca de quatro horas de Bogotá até a Cidade do México. Nesta escala, é feita a imigração no país. Tempo desgastante em uma longa fila e com o processo burocrático. De 12 guichês para atendimento aos turistas e visitantes, apenas cinco estavam em operação.
O resultado foi de uma hora aguardando em meio a vários outros estrangeiros que se mostravam incomodados com a situação.
A demora na imigração teve consequência. Houve a necessidade de mudar de terminal no aeroporto da Cidade do México, em um aerotrem. Esse percurso teve que ser feito às pressas, sob o risco de perder o embarque para Tijuana.
O último voo
A chegada aconteceu às 23h30 do horário local, que representa às 3h30 no horário de Brasília.
Enfim, percurso completo entre Belo Horizonte e Tijuana. Uma viagem entre Américas do Sul e do Norte que mostra como a Copa Libertadores é grandiosa não só pelo seu valor futebolístico, como também geográfico e cultural.