Fora de campo
Além do futebol, Martelotte mostra que também está atento aos protestos no Brasil
Treinador do Leão comentou as manifestações ao redor do Brasil, e diz que o povo está exercendo nas ruas o que já fazia nas arquibancadas
postado em 19/06/2013 12:13 / atualizado em 19/06/2013 12:28
"Aqui no Brasil, o torcedor é muito emotivo, exagerado em suas reações em campo. Eu, particularmente, esperava que eles tivessem essas mesmas reações diante de algumas atitudes de politicos e representantes, e isso está acontecendo", comentou Martelotte. "O futebol, eu entendo que é cultura, paixão, mas ele não pode mudar a vida de ninguém senão a nossa, que trabalha com ele. Então, vejo essa reação como algo positivo, claro que não podemos aceitar a violência, mas os resultados já são vistos", acrescentou.
Quanto à relação das manifestações com a Copa, o treinador também apoio as reclamações da população. Ele ressaltou que é a favor da realização do torneio, mas é preciso dar prioridade às condições de vida do povo. "Esse protesto não está ligado só à construção de estadios, mas à ausencia de outros investimentos. Escolas, Hospitais. Se isso não faltasse, a Copa não seria tão questionada", afirmou.
Voltando aos trabalhos no clube, Martelotte disse que a intertemporada no Agreste do estado será sua primeira oportunidade de trabalhar com mais calma no Sport. Desde que chegou para comandar à equipe, o técnico enfrentou seis adversários pela Série B do Brasileirão em menos de um mês.
"Encaramos, neste primeiro momento, quinze dias e seis jogos. Pouco tempo para muito trabalho. Por isso, tivemos altos e baixos dentro dos jogos, e isso se refletiu nos próprios resultados: acabamos com 50% de aproveitamento, o que não é o ideal", disse.
Para a próxima partida, diante do Joinville no dia 6 de julho, em Joinville, o treinador tem a possibilidade de contar com o atacante Roger, que estava entregue ao departamento médico desde o Campeonato Pernambucano. Caso o centro-avante possa ir ao jogo, Martelotte não tem dúvidas. "Esperamos que ele evolua e que tenha condições de jogo. Temos mais de quinze dias até o primeiro jogo e, se pudermos contar com ele, ele será utilizado", concluiu.