"O Japão jogou muito melhor que a gente." A frase resume o sentimento do técnico Cesárea Prandelli a respeito do desempenho de seu time no confronto com o Japão. O alívio pela vitória que garantiu uma vaga nas semifinais da Copa das Confederações veio com a certeza de que a Itália precisa corrigir falhas importantes para enfrentar adversários como o Brasil ou a Espanha.
A sinceridade com a qual Prandelli reconheceu a superioridade do Japão chegou a causar algum espanto. Sentimento prontamente substituído pela constatação de que o comandante da Azzurra viu o mesmo jogo que os jornalistas presentes na coletiva. "O Japão conseguiu nos envolver e foi muito melhor que nós. O que pesou em nosso favor foi a questão psicológica. Não nos abatemos apesar da desvantagem no placar e fomos premiados por isso", pontuou.
O técnico, inclusive, deixou escapar a possibilidade de promover mudanças na formação da Itália para o decorrer da competição. Prandelli, que optou por fazer a primeira substituição ainda no primeiro tempo, esclareceu que foi movido pela necessidade tática. "Tirei Aquilani do jogo não por culpa dele, mas por enxergar a necessidade de mudar aquele cenário. Ficou claro que Balotelli precisava de alguém para dividir a responsabilidade no ataque", esclareceu. "Sempre estamos tentando encontrar a formação ideal. Hoje repetimos uma que deu certo na estréia, mas que desta vez, não encaixou", acrescentou.
Questionado sobre a possibilidade de manter a mudança para o confronto com o Brasil, Prandelli resolveu despistar. "Isso vai depende muito mais da recuperação dos atletas do que de mim. O Brasil é um país muito quente e com distâncias tão grandes a percorrer, talvez fosse melhor aumentar o intervalo entre os jogos", destacou.
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