Náutico

Aflitos

Nos passos de Kuki

Siloé sonha em fazer os gols para conquistar a torcida alvirrubra como fez o ídolo

postado em 17/02/2012 10:39

Alexandre Barbosa /Diario de Pernambuco

JÚLIO JACOBINA/DP/D.A PRESS
Atacante, baixinho, nascido no Ceará. O torcedor do Náutico diria, sem dúvidas, a que jogador corresponde esta descrição: Kuki. Mas não. O atleta em questão está na ativa e veste a camisa 9 (e não a 11) do Náutico. É um novato, recém-chegado, que busca o seu lugar. Em vez de quatro, cinco letras no nome: Siloé. As semelhanças com o ídolo alvirrubro não são poucas. Faltam, agora, apenas dois “detalhes”. Os gols e a identificação com a torcida.

Uma coisa é consequência da outra, Siloé sabe bem. Assim como tem consciência que não é fácil conquistar a torcida do Náutico. O torcedor alvirrubro pega no pé, vaia, cobra, às vezes ao extremo. Em 2011, Kieza, mesmo marcando gols, tinha os seus contratempos com as arquibancadas. Nos primeiros jogos com a camisa alvirrubra, o atacante, que não conseguia balançar as redes, sentiu bem isso. Mas buscou ter a calma necessária. Esperou e a maré mudou. Os gols começaram a sair. E o primeiro passo para cair nas graças do torcedor foi dado.

Siloé conta que foi difícil encarar os primeiros jogos sem gols. Cobrança que vinha não só das arquibancadas, mas dele mesmo. Nisso, contou bastante o trabalho do técnico Waldemar Lemos. Foi das conversas com o treinador que o atacante tirou a tranquilidade necessária para seguir em frente. “Como treinador e como pessoa, não tem o que falar dele (Waldemar). No início, pensei que não ia dar certo, porque não estava marcando gols. Mas ele chegou e conversou comigo. Disse para eu ter calma, que tudo ia acontecer naturalmente”, lembrou o jogador.

Além de Waldemar, outro integrante da comissão técnica tem sido de extrema importância para o crescimento de Siloé. E quem diria, essa pessoa é Kuki. O atacante admite a semelhança com o ídolo alvirrubro e garante que se espelha na história dele para galgar seu espaço na história do Náutico. “Kuki com certeza é um exemplo para mim. É um ídolo aqui do Náutico. Eu sou um garoto novo, tenho muito o que aprender. Ele já fez muito pelo clube e agora compartilha conosco o que aprendeu e viveu aqui”, contou o atacante.

É com Kuki que Siloé trabalha sempre ao fim dos treinamentos de Waldemar Lemos. Tenta aprender com um especialista da posição. E garante que está adquirindo vasta experiência. “Estou crescendo bastante, aprendendo muita coisa. Em termos de finalização, ele (Kuki) passa para a gente como tirar do goleiro, cabecear melhor, bater cruzado”, disse o jogador, que está se adaptando ao estilo do treinador alvirrubro, que exige uma grande movimentação por parte dos atacantes. “Sou mais de me movimentar, então não tenho tanta dificuldade. Mas sei jogar como o camisa 9 também”.