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Reintegrado, Maylson explica polêmicas e ataca auxiliar técnico de Dado Cavalcanti

"O auxiliar dele (Wilton Bezerra), para mim, morreu", afirmou o meio-campista

postado em 22/02/2017 16:34

Léo Lemos/Náutico
Foram nove dias de indefinição sobre o futuro do meia Maylson. Em princípio, o camisa 18 deixaria o clube. Seria dispensado após se desentender com o auxiliar Wilton Bezerra e o técnico Dado Cavalcanti na derrota para o Campinense, pela Copa do Nordeste. Contudo, a mudança no comando e o pedido de desculpas ao elenco e diretoria fez o meia ganhar nova vida no clube. Pelas palavras do atleta, Milton Cruz foi peça importante na sua permanência.

“Eu queria agradecer a Milton pela oportunidade que ele está me dando. Mostra confiança no meu trabalho e na minha pessoa. Estou feliz em voltar e fazer o que eu gosto, que é treinar e jogar. Eu jamais quis tumultuar o grupo. Eu nunca quero atrapalhar, principalmente naquela situação que estávamos passando. Eu nunca fiz isso na minha carreira, já tenho 28 anos e sempre deixei portas abertas onde passei. Não vai ser aqui que eu vou apagar minha história. Atrapalhar, eu não vou”, disse, em entrevista coletiva.

Sem dar declaração alguma durante o período que ficou afastado, Maylson quer deixar o episódio para trás. Afirmou que sua atitude foi um ponto fora da curva da sua carreira, que não tem nada contra Dado Cavalcanti, mas que o ex-auxiliar técnico Wilton Bezerra, em quem tentou jogar um prato após discussão, é uma pessoa que não deseja mais ter contato.

“Sobre o episódio, queria deixar claro que ficou para trás. Posso ter errado, mas não vou dizer que não me arrependo. Eu estava bem ciente de como eu estava naquele momento, chateado e de cabeça quente. Conversei com os diretores e falei o que estava acontecendo, pedi desculpas. E também falei com o pessoa da nova comissão. Nessa hora, não tem orgulho. Também não tenho nada contra Dado. Posso ter me expressado errado depois de uma derrota. Nada contra ele, desejo boa sorte. Mas o auxiliar dele (Wilton Bezerra), para mim, morreu”, declarou.

Além disso, Maylson finalmente explicou por que jogou um prato em Wilton Bezerra. Além de estar de cabeça quente por conta do resultado, o meia disse que já vinha sendo tratado de forma diferente pelo auxiliar. “Eu estava na janta depois do jogo e Dado veio falar comigo. Ele falou: 'desculpa atrapalhar o jantar de vocês. Eu só queria esclarecer um negócio com Maylson. Saiu um negócio na imprensa você dizendo que tinha alguém que não gostava de você'. E eu respondi em um tom normal. O auxiliar, que não tinha nada a ver com o assunto, me mandou calar a boca, disse para eu ficar calado e me xingou. Depois de uma derrota, eu acabei explodindo. Ficou claro ali que ele não gostava da minha pessoa ou do meu trabalho”, relembrou.

Maylson fez questão de lembrar que o seu desabafo ao sair de campo após a derrota para o Campinense não teve nada a ver com cobrança por titularidade. Só queria respeito de Wilton Bezerra. “Eu não cobrei titularidade em nenhum momento. Com Givanildo, fiquei no banco e não apelei. O que estava me chateando e todo o pessoal sabe é o modo que ele conversava comigo e diferente com outros. Isso que foi me chateando. É ele que manda, que tem as opções e eu tenho de respeitar. Só foi esse lado. Ele, como auxiliar, não conseguia ter firmeza comigo como tinha com outros. Eu não quis derrubar ele em nenhum momento. Só estava chateado”, finalizou.

Como estava treinando normalmente, mas separado do grupo, Maylson deve ser relacionado por Milton Cruz para o duelo desta quinta-feira contra o Campinense na Arena de Pernambuco, partida que será decisiva para as aspirações do Timbu na Copa do Nordeste.