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Edu Dracena ironiza críticas: "A grama do vizinho é sempre mais verde"

Gazeta Press

Publicação:

21/02/2012 20:24

Setor mais questionado no final do ano passado e sempre alvo de críticas nas duas últimas temporadas, a defesa do Santos busca ter um começo de ano mais tranquilo em 2012. Mas, ao ser indagado sobre o assunto durante entrevista coletiva nesta terça-feira, no CT Rei Pelé, o capitão Edu Dracena não se mostrou confortável com a situação e ironizou os comentários negativos sobre a zaga santista.

"Estou aqui há quase dois anos e meio, é sempre a mesma coisa. O importante é que a defesa continua ajudando e ganhou quatro títulos importantes (entre 2010 e 2011). Só que é normal, nós já estamos acostumados. Na vida é assim: a grama do vinho é sempre mais verde do que a sua", disse Dracena, após ser questionado sobre a necessidade de reforços para o setor.

Recentemente, o Peixe negociou a contratação de Alex Silva, do Flamengo, e até mesmo estourou em um dia o prazo para a entrega da lista de inscritos para a Copa Libertadores da América, pois tinha esperança de fechar a negociação envolvendo o jogador.

Na sequência do assunto, Edu Dracena revelou a sua irritação com as críticas, classificadas por ele como injustas ao sistema defensivo alvinegro. "Lógico que a cobrança sempre existe e é grande em cima da defesa, principalmente porque o nosso ataque é muito bom. Porém, sabemos que o futebol não é assim. Vamos manter a tranquilidade e continuar trabalhando. Espero que sigam falando da gente e a equipe continue conquistando títulos", comentou.

Edu Dracena chegou à Sala de Entrevistas do CT Rei Pelé acompanhado de Lorenzo, seu filho, que tem um ano e dois meses de idade. Com o herdeiro em seu colo, o zagueiro deixou o descontentamento com as críticas à defesa do Santos de lado.

Orgulhoso do filho, Dracena prometeu que irá se desdobrar em campo para dar mais alegrias ao pequeno Lorenzo. "Fico feliz de ele estar compartilhando esse momento. A carreira de um jogador de futebol é curta e depois ele só irá me ver jogando em DVD. Não via a hora de ele começar a andar para trazê-lo aqui. Mas sei que a cobrança em casa vai ficar maior. Ele ainda não entende direito, mas se o filho pede alguma coisa para o pai, a gente tenta fazer tudo por ele. Pode ter certeza que eu vou me doar muito mais para realizar o que ele quiser", encerrou.

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