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Por criar e transpirar, Jadson é exemplo no melhor coletivo de Leão

Gazeta Press

| Tags: celular 

Publicação:

08/05/2012 17:37

Com intensa movimentação dos dois times, ambos pressionando a saída de bola adversária, Emerson Leão considerou o coletivo desta terça-feira como o melhor nesta sua passagem pelo São Paulo. E enalteceu principalmente um caro reforço que virou reserva na semana passada: Jadson, que exibiu no treino a mobilidade e a criação de jogadas que a diretoria esperava ao tirá-lo do Shakhtar Donetsk.

“Tenho falado sempre ao Jadson o que ele deve fazer e hoje ele fez, se movimentou do princípio ao fim e saiu transpirando, suado, cansado porque apresentou criatividade e movimentação. Na saída, eu lhe falei: ‘faça todos os dias o que me fez hoje e vai me complicar, mas é o tipo de complicação que gosto’”, comentou o treinador.

O camisa 10 passa atualmente por seu terceiro período fora do time titular em menos de quatro meses na equipe. Em março, o meia já havia permanecido em São Paulo para buscar melhor forma física e técnica enquanto o time enfrentava o Independente de Tucuruí em Belém. No mês seguinte, foi reserva diante do Ituano. E agora passa a integrar o banco novamente após nova atuação apagada na eliminação para o Santos na semifinal do Campeonato Paulista.

Para ter o jogador, o Tricolor desembolsou R$ 9 milhões e ainda cedeu 30% dos direitos econômicos de Wellington ao Shakhtar. A esperança de que ele fosse o camisa 10 que faltava ao time era tão grande que sua apresentação teve a presença de Raí. O reforço, contudo, ainda parece estar em readaptação ao Brasil após sete anos na Ucrânia, na avaliação de Leão. “O Jadson veio muito credenciado, mas fora de forma também. Adquiriu forma e continua adquirindo.”

De qualquer forma, o meia mostrou no treino desta terça-feira que pode ser útil, mesmo com sua quase certa presença no banco no início do jogo desta quinta-feira. No treino, atuando de forma semelhante a Renato Cajá, cérebro da Ponte Preta, adversário no Morumbi, deu trabalho ao lado de Rafinha para Denilson e Casemiro marcá-los. “Houve uma movimentação muito boa dos dois meias criativos do time de baixo e dos seus marcadores”, avaliou. Leão. “Existe criatividade e movimentação. Vamos precisar das duas de maneira muito grande”, continuou o chefe.

De forma bem mais contida, Piris, outro sacado desde a derrota para o Santos, também foi elogiado. Embora contasse com o paraguaio como reserva antes de Jean ser negociado com o Fluminense, no começo do ano, Leão argumenta que o recém-contratado Douglas está mantido como titular no momento para ser mais bem observado após três meses em tratamento de pubalgia.

“O Piris passou por altos e baixos e hoje deu sua vaga para o Douglas, mas está em um ‘stand by’ e vai assumir a vaga quando precisar. É muito bom marcador, veio de um país vizinho, precisou de adaptação para si, seu filho, com os companheiros, mas estou satisfeito. É bom valor”, enalteceu, feliz, principalmente, com o empenho de seu elenco.

“Foi o melhor coletivo que tivemos aqui. Os dois times tiveram pegada, movimentação, com o time de baixo forçando e tentando superar o time de cima. Fiquei muito satisfeito com os treinos de ontem e hoje”, comemorou. “A dedicação coletiva de ambas as equipes mostrou que havia um lastro para se fazer mais. Foi ótimo, porque já sei que podem fazer mais e posso cobrar”, completou o técnico.

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