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Vasco

Autuori chega com currículo vencedor

Décimo segundo técnico de Roberto Dinamite, Paulo Autuori estreia amanhã à frente do Vasco exibindo no papel a maior quantidade de títulos de peso na gestão do atual presidente

Pedro Venâncio - Correio Braziliense

| Tags: celular 

Publicação:

26/03/2013 09:52

Rio de Janeiro — Paulo Autuori estreia amanhã como técnico do Vasco, contra o Olaria, com o objetivo de recuperar o time na Taça Rio. Campeão de duas Copas Libertadores com o Cruzeiro (1997) e o São Paulo (2005) e de um Mundial de Clubes pelo tricolor paulista no mesmo ano, ele traz como novidade a São Januário o currículo com mais conquistas de peso de um técnico que chegou ao clube nos últimos anos. No entanto, o desafio assumido por ele reforça um hábito da gestão Roberto Dinamite: o de trocar técnicos com frequência, como a grande maioria das diretorias do futebol brasileiro.
Ivo Gonzalez/Agencia O Globo
Autuori orienta o treino em São Januário: o primeiro teste será diante do Olaria

Ao todo, desde que assumiu a presidência do clube, em julho de 2008, Dinamite já contratou 12 técnicos, contando com Paulo Autuori. Um deles, Gaúcho, assumiu como interino em várias oportunidades e foi efetivado duas vezes, em 2010 e 2013, o que faz com que tenham acontecido 13 trocas de comando. Números que dão razão ao ex-goleiro Raul Plasmann, do Flamengo e Cruzeiro. Certa vez, ele declarou que “todos os técnicos são interinos, mas a maioria não sabe”.

Nesse período, quem mais comandou o clube foi Cristóvão Borges. Ele disputou 78 partidas. Ao todo, ele somou 41 vitórias, 18 empates e 19 derrotas. Dorival Junior, campeão da Série B em 2009, comandou o time 66 vezes, mas com aproveitamento melhor: 70,2% dos pontos, contra 59,7% de Cristóvão.

Ricardo Gomes, campeão da Copa do Brasil em 2011, esteve no banco de reservas em 44 oportunidades, com 24 vitórias, 14 empates e apenas seis derrotas, até sofrer o Acidente Vascular Cerebral (AVC) que o tirou de combate em agosto do mesmo ano. Dos outros treinadores, quem se destaca é Paulo César Gusmão com 38 jogos entre julho de 2010 e janeiro de 2011.

Para efeito de comparação, os outros grandes cariocas mudaram seus comandantes em número menor no mesmo período. O Flamengo, que contratou Jorginho recentemente, trocou nove vezes de treinador entre 2008 e 2013. O Fluminense teve apenas cinco técnicos no mesmo período, sendo que Renato Gaúcho e Cuca assumiram a equipe em duas oportunidades, totalizando sete trocas. O Botafogo é ainda mais “econômico”: teve apenas cinco trocas no período.

O discurso para justificar a maioria das trocas é geralmente parecido com o que o diretor de futebol, René Simões, usou para justificar a saída de Gaúcho. “Não queríamos, mas os resultados nos obrigam a tomar essa atitude”. Não necessariamente com essas palavras, mas quase sempre com esse sentido. Foi o que aconteceu, por exemplo, com Marcelo Oliveira, que saiu após sofrer seis derrotas seguidas no Campeonato Brasileiro, e com Paulo César Gusmão, que deixou o cargo após sofrer três derrotas seguidas para times pequenos no Campeonato Carioca de 2011.

Outros técnicos, no entanto, tomaram a atitude de sair. Foi o caso de Dorival Junior, que não renovou seu contrato após ganhar a Série B em 2009 e se mudou para o Santos. E de Celso Roth, que dirigiu o time em apenas cinco partidas, mas aceitou um convite do Internacional para disputar as fases decisivas da Copa Libertadores da América. Foi campeão. Doente, Ricardo Gomes teve de se afastar, enquanto Cristóvão Borges pediu demissão em 2012 após a derrota por 4 x 0 para o Bahia, em São Januário.

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