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Em partida tensa do início ao fim, Vitória e Icasa ficam no empate

Gazeta Press

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Publicação:

03/09/2011 19:00

O empate entre Vitória e Icasa neste sábado, no estádio do Barradão, por 1 a 1, foi recheado de polêmicas e confusões do início ao fim, terminando com dois jogadores expulsos e policiais invadindo o campo para fazer proteção ao árbitro. O resultado, ruim para os dois lados.

A estratégia do Icasa desde que a bola começou a rolar era clara: marcação forte e contra-ataque veloz. Ciente de que a força do torcedor no Barradão poderia inflamar o time do Vitória, os cearenses trabalharam para evitar a troca de passes dos adversários. E tiveram sucesso na iniciativa.

O jogo
Os anfitriões só conseguiram construir jogadas pelo talento individual de seus jogadores. No primeiro minuto de jogo, o lateral Nino, que vem se destacando com a camisa rubro-negra, dominou uma bola e avançou pela direita. No cruzamento, que deixaria Neto Baiano de cara para o gol, a zaga icasiana afastou o perigo.

Aos seis minutos, Marquinhos roubou uma bola e tocou para Mineiro, que usou a velocidade a seu favor e deixou rivais para trás. Durante a progressão, adiantou demais e perdeu a bola. No lance seguinte, o clima esquentou pela primeira vez no Barradão. Neto Baiano e Marcelo Pitol se desentenderam na área e o goleiro se jogou no chão, simulando agressão. O árbitro apenas repreendeu os dois e assinalou o escanteio para o Leão.

Mesmo sem ainda ter conseguido empreender nenhuma jogada eficiente, foi o Icasa quem abriu o placar. Aos 13 minutos, Luiz Ricardo bateu de longe, quase sem perigo, mas o goleiro Fernando não segurou e deixou a bola pipocando dentro da área. João Salles não titubeou e marcou seu primeiro gol com a camisa do Verdão, no canto esquerdo.

Aos 26 minutos, o jogo esquentou. Depois de um chute de Nino sair pela linha de fundo, alguns jogadores se desentenderam no meio do gramado. A troca de empurrões o ofensas culminaria em um cartão amarelo para cada lado, além da discussão entre os técnicos Márcio Bittencourt e Vagner Benazzi.

Depois da confusão, o Vitória se animou e partiu pra cima. Fernandinho cruzou do lado esquerdo para a cabeceada de Neto Baiano, que foi para fora. O time baiano continuaria tentando avançar, com Nino, sem sucesso. Os últimos minutos do primeiro tempo seriam de muita emoção. A bicicleta de Uelliton para linda defesa de Marcelo Pitol e o chute forte de João Salles, que também morreu nas mãos do goleiro, que saltou no ângulo.

Do ponto de vista emocional, o segundo tempo foi ainda mais exaltado, o que não se refletiu dentro de campo, onde os jogadores do Vitória se empenharam em tentar igualar o placar e os do Icasa se preocuparam em proteger.

Logo aos três minutos, foram os cearenses que tiveram a primeira chance. Após um bate-rebate na área do Leão, o zagueiro Ramon pegou a sobra na pequena área, sem marcação, mas bateu para fora. A reação não tardaria. Três minutos depois, era a vez de Geovanni cobrar escanteio pela direita e Mineiro fuzilar, para fora. No lance seguinte, novamente Geovanni construiu jogada pela direita e cruzou. Lúcio Flávio invadiu a área e furou bisonhamente.

Aos 14, em lance rápido, Neto Baiano perdeu um gol inacreditável depois de dominar a bola no ombro, ficar livre na área e bater para fora, indo com as mãos à cabeça. Cinco minutos mais tarde, a demora do goleiro Marcelo Pitol de recolocar a bola em jogo irritaria aos jogadores do Vitória, que foram pressionar a arbitragem. O assistente Adeílton da Hora colocou o dedo no rosto do goleiro icasiano, que se jogou no chão como no nocaute de uma luta de MMA. A encenação gerou cartão amarelo para o jogador.

Dos 25 minutos em diante, o Vitória não quis mais saber de construir jogadas e trocar passes. Na base do desespero, investiu em chutes de fora da área que poucas vezes encontraram o gol.

No único lance de lucidez na segunda etapa, Fábio Santos foi derrubado por dois jogadores dentro da área. O árbitro assinalou a penalidade, gerando revolta dos jogadores do Icasa. Na cobrança de Neto Baiano, bola em um canto, goleiro no outro. Na comemoração, o camisa nove do Vitória fez uma dancinha provocando Marcelo Pitol, que não reagiu dessa vez, mas ilustrou o clima quente da partida.

Janilson, um dos autores do pênalti, foi tirar satisfação com o árbitro e acabou expulso, enfraquecendo ainda mais o desgastado Icasa, que só assistiu o Vitória pressionar até o apito final e apostou no goleiro Marcelo Pitol, que não deixou a bola passar.

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