Roberto Wagner - Correio Braziliense

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19/09/2011 08:24
19/09/2011 09:30

Dida foi um dos goleiros que passou pelo clube
Rio de Janeiro — A máxima de que todo bom time começa por um grande goleiro não costuma soar como clichê no Vitória. Por lá, ela é levada a sério e exemplos para isso não faltam. Dida, Fábio Costa e Felipe, que vêm se destacando no Flamengo, pertencem à fábrica do clube baiano. Nomes menos conhecidos, mas com o mesmo selo de garantia, como Paulo Musse, Juninho e Nilson, são outros que passaram pelas divisões de base do rubro-negro. Mas, afinal, qual o segredo da escola do time do Barradão?
Há 14 anos no Vitória, o preparador de goleiros Luciano de Oliveira Júnior explica que o sucesso da camisa 1 não é por acaso. Em entrevista ao Correio, ele conta que “o trabalho de formação de goleiro no clube é levado em nível de excelência” e que o intercâmbio nas categorias de base é parte importante do processo. “São quatro profissionais responsáveis por esse setor. O Vitória sempre teve a facilidade de disputar competições na Europa e aproveitamos ao máximo as outras culturas”, revela Luciano.
Por mais que traga as experiências fora do país para dentro dos treinamentos, é o jeitinho brasileiro que torna as atividades do preparador especiais. Com direito a bolas de vôlei e até rampinha para imitar os morrinhos artilheiros, Luciano garante a eficácia do processo. “Nós acreditamos que quanto mais difícil o treino, mais fácil será na hora do jogo. As bolas de vôlei eu uso para melhorar a velocidade deles. As rampinhas, por exemplo, nos ajudaram muito no último jogo. O Fernando (atual titular) pegou uma bola que quicou na frente dele graças ao reflexo apurado pela rampa”, diz o preparador.
Um dos jogadores que passou pelos métodos únicos de Luciano de Oliveira foi o atual camisa 1 do Flamengo. Destaque no gol rubro-negro carioca, Felipe chegou ao Vitória praticamente ao mesmo tempo que o preparador de goleiros. Na época, Luciano ainda fazia parte da comissão das categorias de base e pôde trabalhar bastante com ele. “Ele é um atleta que prova tudo isso. Tudo que traçamos para ele na época está acontecendo agora. Logo que chegou, vimos que era um atleta com muita personalidade e, por isso, atropelou várias categorias. Por causa dele, o Vitória não teve goleiros nascidos no ano de 1982 e 1983. Ele era mais novo e já supria nossas necessidades nessas categorias”, revela.
Boliviano é a aposta do futuro
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