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Seleção Brasileira joga hoje, às 12h, no Nilson Nelson, contra a Venezuela

No primeiro dia do Super Four, time verde-amarelo está preocupado com o sistema defensivo

Patrícia Banuth - Correio Braziliense

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Publicação:

07/08/2010 08:30

Carlos Silva/Esp. CB/D.A Press
O técnico Rubén Magnano estreia hoje no comando da Seleção Brasileira, em duelo contra a Venezuela, no primeiro jogo do Super Four. As partidas deste fim de semana servirão para o treinador avaliar o resultado do trabalho feito em três semanas de treinos, principalmente na defesa, uma das grandes preocupações para o Mundial.

"Trabalhamos muito a parte defensiva. Para jogar um campeonato Mundial, temos de estar muito bem nesse setor, senão encontraremos muitos problemas. Com exceção da Angola, Venezuela e Chile têm porte um pouco menor. Mas creio que o Super Four vai ser um torneio bom para nós. É importante para fazermos a nossa avaliação", ressaltou Magnano.

Nas últimas três semanas em que a Seleção ficou concentrada, o foco nos treinos foi a área defensiva. Apesar de o técnico argentino carregar fama de durão e muito exigente, tem agradado aos jogadores, que reconhecem a necessidade de o Brasil se aperfeiçoar defensivamente. "A gente pecou bastante na defesa nos últimos campeonatos. Estamos fazendo um trabalho para melhorar essa parte", diz o ala do Toronto Raptors Leandrinho.

O ala Alex, do UniCeub, diz que os treinos têm sido bastante puxados, mas reconhece os efeitos positivos. "O Magnano tenta fazer você sempre dar algo a mais. Isso é bacana. Sabemos que vamos precisar disso no Mundial", afirma. "Você vence os jogos não só no ataque, mas também em alguns movimentos de defesa para surpreender os adversários. Estamos trabalhando tanto na parte de zona quanto na individual. Sabemos que só marcar o seu atacante não é o suficiente. Todos têm de estar envolvidos na defesa. Estamos assimilando bem o que o Magnano está nos passando. Cometemos alguns erros ainda, mas vamos nos aprimorar. No Mundial vai dar tudo certo", completa.

Mistério para definir a escalação


O técnico Rubén Magnano faz mistério sobre a escalação titular. Às vésperas da partida, o argentino preferiu o suspense. Os torcedores vão conhecer o time principal e o dono da braçadeira de capitão apenas quando os jogadores entrarem na quadra do Nilson Nelson, ao meio-dia. "Ainda não sei quem vai ser. Tenho 12 nomes. Isso não me preocupa tanto. Tem muitos caras que podem pegar a braçadeira sem problemas, seja por experiência ou por personalidade", desconversou o treinador.

O único confirmado fora dos jogos em Brasília é o pivô Nenê, que se recupera de uma inflamação nos tendões calcâneos. O jogador do Denver Nuggets deve participar apenas dos amistosos na Espanha, em 16 e 17 de agosto. "O Nenê tem uma inflamação no tendão de aquiles em ambas as pernas. Fizemos os exames e está tudo normal. Se ele quisesse jogar, seria possível. Mas preferimos poupá-lo agora para que chegue bem no Mundial. Ele deve voltar a jogar nos torneios da Espanha", contou o médico da Seleção, Carlos Andreole. No lugar de Nenê, provavelmente entrará Hátila Passos, pivô de 23 anos e 2,12m.

Treinos fechados

Os dois dias de treinos da Seleção Brasileira, no Ginásio Nilson Nelson, foram de portas fechadas. A imprensa só pôde ter acesso ao local nos 15 minutos finais, quando os jogadores treinam apenas arremessos. Nem quinta nem sexta-feira, o pivô Nenê quis conversar com os jornalistas. Apenas o técnico e dois jogadores, escolhidos pelos repórteres em consenso com a assessoria de imprensa, concederam entrevistas.



Análise além dos resultados

Carlos Silva/Esp. CB/D.A Press
Rubén Magnano passa instruções aos jogadores
Se passar pela Venezuela hoje, a Seleção enfrenta amanhã o vencedor do confronto entre Angola e Chile. Mas segundo Magnano, uma derrota não baquearia o grupo. "Depende de como se perde. Não é nenhum problema vir uma derrota agora, se o aprendizado vier junto. Mas se não fica nada, aí é perigoso", alerta. "Queremos vencer. O torcedor não vai nos ver jogar por jogar. O que a gente puder fazer para ter um jogo bonito, vamos fazer. Mas sempre visando o aprimoramento dos fundamentos e jogadas que temos feito nos treinos", destaca o atual campeão brasileiro Alex.

Para Leandrinho, tanto faz enfrentar, amanhã, Chile ou Angola. "Todos são fortes. Estão aqui por isso. Treinando também para que façam coisas boas no Mundial", acredita. Mas apesar de fazer essa avaliação, ele confessa que quase nada sabe sobre os adversário do Super Four. "A única coisa que sei é que os angolanos correm muito e são bem atléticos. Se os enfrentarmos, vamos ter de ser muito inteligentes. Não podemos querer correr igual a eles porque podemos ter prejuízos", alerta o ala do Toronto Raptors.

De acordo com Leandrinho, não dá para avaliar como o Brasil se comportará no Mundial a partir dos jogos que serão vistos no Super Four. "Todos estamos ansiosos para o jogo. É o nosso primeiro amistoso. Deve sair uma porção de erros. E isso é normal. O que queremos é praticar o trabalho que estamos fazendo para chegarmos afiados no Mundial."

Três perguntas para Leandrinho

O 19º lugar no Mundial de 2006 ainda incomoda a Seleção Brasileira?
Foi muito ruim, mas na minha cabeça isso é passado. Temos de esquecer, viver do presente e do futuro. Hoje eu estou muito feliz, vivendo um momento especial com essa nova geração. Temos de aproveitar a vinda do Magnano, que tem muita experiência para nos ajudar. É o momento de a gente ter um bom resultado no Mundial.

Como estão os treinamentos com o técnico argentino?
A gente pecou bastante na defesa nos últimos campeonatos. O foco agora é esse. Estamos fazendo um trabalho para melhorar essa parte. Tendo uma boa defesa, o ataque sai perfeito. É consequência. Eu andei me machucando bastante e isso me prejudicou. Mas vida de atleta é assim mesmo. Altos e baixos. Tem de saber administrar. É outro ano, vida nova, vai ser bacana para mim. Quando a bola subir no Mundial, vamos jogar para ganhar. Não sabemos o que vai acontecer. Mas o foco é a vitória.

Qual será o resultado da polêmica acerca da redução salarial na NBA?
Provavelmente vai ter greve. Mas isso não prejudica os jogadores. Vai prejudicar os dirigentes. Vão perder os fãs e a TV. Mas se é isso que eles querem, vamos fazer a greve. Não tem nem o que pensar. Não vamos jogar. Então, vai ser mais um tempinho de férias. Dá para vir para o Brasil, descontrair, ficar com a filha…

SAIBA MAIS

Mirando o Mundial da Turquia

O Mundial da Turquia começa em 28 de agosto e se estende até 12 setembro. No Grupo B, o Brasil enfrenta a Croácia, Eslovênia, Estados Unidos, Tunísia e Irã. Apesar de os últimos serem adversários mais fracos, a Seleção vai precisar entrar atenta em quadra, para não acontecer como em 2006, quando logo no primeiro jogo perdeu para a Austrália. "Antes de enfrentar Croácia, Eslovênia e Irã, temos dois jogos mais fáceis. Mas em 2006, a gente achou que ganharia da Austrália e acabamos surpreendidos. Precisamos jogar com seriedade e não dar chance para os adversários", avalia o ala-armador Alex.

Segundo Magnano, o Brasil vai brigar para ficar com o primeiro lugar do grupo mesmo com os EUA sendo os favoritos. "Não entregaremos a primeira posição a eles e ficaremos com a disputa do segundo e do terceiro lugar com as outras equipes. Vamos jogar. Depois, veremos o que acontece", garante.

UniCeub apresenta o novo time de Brasília

Nádia Medeiros

Sob os olhares do novo treinador, José Carlos Vidal, dos jogadores convocados para a Seleção Brasileira Nezinho, Alex e Giovannoni e dos novatos Lucas Tischer e Bruninho, o diretor do time de basquete de Brasília Jorge Bastos e os representantes do BRB e UniCeub, novo patrocinador da equipe, assinaram, na tarde de ontem, o contrato para a temporada 2010/11. "Nós estamos emocionados, empenhados e empolgados com essa parceria. O UniCeub sempre foi um incentivador do esporte e, quando o time de basquete ficou sem patrocinador, mostramos imediatamente que estávamos interessados em ajudar essa equipe que é tão vitoriosa", comentou o reitor no centro universitário, Getúlio Américo Lopes.

O uniforme que será usado pelos jogadores, porém, ainda não foi apresentado. Os atletas e os integrantes da equipe estavam usando uma camisa branca com faixas azuis nos ombros e com a logo do novo patrocínio no centro. Esta vestimenta, com mangas e gola, será usada pela comissão técnica e pelos jogadores durante as viagens. As roupas de jogo só devem ser divulgadas na primeira quinzena de setembro. "Será um regata e iremos manter o branco e o azul. A terceira cor será vermelho ou amarelo, cores do UniCeub. Isto ainda não está decidido. Precisamos conversar com o marketing do patrocinador para fechar", afirmou Marco Bajo, supervisor do time.

Empolgado com a volta à equipe, que não comanda desde que foi campeão nacional, em 2007, José Carlos Vidal afirmou que não acredita que o nível do time cairá com a saída do patrocínio do Universo. "O UniCeub é um parceiro forte e tenho certeza que vamos ganhar muitos títulos na próxima temporada. Temos uma base muito forte, com jogadores de Seleção Brasileira. Além disso, já trabalhei com a maioria desse atletas e conheço cada um. O Lucas já vai substituir bem o Estevam e também tenho Alex, Arthur, Nezinho e Giovannoni, que posso usar e fazer variações. Eles se adaptam bem. Só preciso de mais um pivô, que até pode ser algum estrangeiro. Estamos procurando", comentou José Carlos Vidal.

GVT ainda nos planos

» Segundo o supervisor, Marco Bajo, antes de fechar com o UniCeub, a diretoria do time estava negociando com cerca de dez empresas ao mesmo tempo, incluindo a telefônica GVT. Como o centro universitário foi mais rápido nas conversas, abocanhou o direito de ser o patrocinador principal da equipe de Brasília. Porém as negociações com a GVT continuam. "O marketing da GVT no Brasil já aprovou o contrato. O entrave é que a empresa é francesa, então ainda está faltando o aval dos presidentes de lá. Só depende deles agora. Estamos aguardando uma resposta", afirmou Bajo.

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Autor:

Diego Aguiar


Parabéns, UniCeub! Assim a gente não corre o risco de quererem levar nosso time pra outro estado de novo, como ocorreu com a Universo! Muito bom mesmo.

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