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| Andre Iguodala é o líder do surpreendente Philadelphia 76ers, que faz campanha acima do esperado |
Basta uma rápida olhada na classificação da Conferência Leste da NBA para perceber que alguma coisa anda fora do normal por lá. A liderança do Chicago Bulls, superando o favorito Miami Heat até agora, não chega a ser uma zebra, já que o armador Derrick Rose (melhor jogador da última temporada) veste a camisa dos Bulls. O que vem depois, no entanto, já levanta suspeitas se antigas forças da conferência, como o Boston Celtics e o Orlando Magic, vão conseguir se manter no topo. Tudo por conta de um trio de surpresas que vem dando muito trabalho. Liderados pelo Philadelphia 76ers — equipe mais impressionante até aqui —, Indiana Pacers e Atlanta Hawks surgem como três das cinco melhores franquias do Leste. E merecidamente.
Talvez inspirado no próprio Rocky Balboa — que no cinema cansou de usar as ruas da Philadelphia para se preparar para suas lutas —, os 76ers começaram a temporada quase “nocauteados”, parecendo o personagem de Sylvester Stallone antes de chegar às vitórias nos filmes. O time não tem uma grande estrela e é recheado de jovens promessas, mas ocupa a terceira posição da conferência, com o mesmo número de derrotas do Heat e dos Bulls. Sob o comando do ala Andre Iguodala — jogador de quem sempre se esperou muito e que nunca atendeu às expectativas —, os 76ers vêm de vitória sobre o próprio rival de Chicago e dão mostras de que não serão mais um daqueles cavalos paraguaios, que perdem força ao longo da competição.
De carona no sucesso estão o Indiana Pacers e o Atlanta Hawks. Os Pacers têm um time muito parecido com o dos 76ers. Apostam no talento de um jogador que não chega ao nível dos melhores, mas tem produzido de maneira espetacular — o ala Danny Granger —, e contam com um elenco de apoio recheado de jovens. Já os Hawks não surpreendem tanto, já que contam com jogadores de alto nível, como os alas Joe Johnson e Josh Smith. Mas, como perderam o pivô Al Horford por lesão, a referência da equipe no garrafão, e têm conseguido manter a grande campanha, podem ser considerados zebras até agora.
Em contrapartida à ascendência dos azarões estão o Boston Celtics, o Orlando Magic e até mesmo o New York Knicks. Em Boston, o problema nitidamente tem sido a idade de seus principais jogadores. Paul Pierce, Kevin Garnett e Ray Allen já sofreram com lesões. Até mesmo o armador Rajon Rondo, que não tem tanta idade, virou baixa. Sem eles ficou difícil, e os Celtics venceram apenas 11 das 21 primeiras partidas. Em Orlando a situação é semelhante. Embora o pivô Dwight Howard tenha pedido para ser trocado, o Magic começou a temporada passando por cima de todo mundo e brigava de igual para igual com Miami e Chicago. Porém, nas últimas semanas, as lesões tiraram diversos jogadores de quadra e o time sentiu, chegando a perder quatro jogos consecutivos.
Apesar da má fase, Boston e Orlando seguem na zona de classificação para os playoffs. É aí que entra o New York Knicks, que vive situação dramática. Depois de juntar o ala Carmelo Anthony e o ala-pivô Amaré Stoudemire, duas estrelas da liga, a expectativa era de que os Knicks iriam subir. Ledo engano. Com apenas oito vitórias nos 22 primeiros jogos, o time nem sequer está entre os oito melhores do Leste, ficando atrás de equipes muito mais modestas, como o Cleveland Cavaliers e o Milwaukee Bucks.