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Yuri Villefort está ansioso para voltar aos ringues após lesão no joelho

o brasiliense Yuri Villefort, de apenas 20 anos, sonha acumular vitórias em 2012 para garantir seu lugar na elite do esporte no ano que vem

Vagner Vargas - Correio Braziliense

Publicação:

20/02/2012 08:22

Breno Fortes/CB
Quem é ele

Nome: Yuri de Andrade Villefort da Silva
Nascimento: 23/3/1991
Local: Brasília (DF)
Idade: 20 anos
Altura: 1,81m
Peso: 77kg
Categoria: meio-médio
Cartel: 6 lutas e 6 vitórias (3 por finalização, duas por nocaute e uma por decisão)

Aos 20 anos, o brasiliense Yuri Villefort é um dos fortes candidatos da capital a trilhar o caminho de Paulo Thiago e Rani Yahya e brilhar nos octógonos do Ultimate Fighting Championship (UFC). O candango tem contrato assinado com o Strikeforce — evento que pertence ao UFC — e tem estreia prevista para daqui a dois meses, ainda sem adversário definido. “A luta está para ser fechada, mas me deram a certeza de que será em abril”, informou o lutador, de passagem por Brasília antes de retornar aos treinos na academia Blackzillians, nos Estados Unidos, onde mora.

Com seis vitórias em seis lutas no MMA, Yuri deveria ter estreado no Strikeforce no ano passado. Mas uma lesão — a mais séria da breve carreira — frustrou os planos do brasiliense. “Tive uma lesão no menisco e no colateral lateral. Estava há duas semanas de lutar, levei um chute e sabia que não ia dar mais”, relatou o lutador, que precisou de quatro meses para voltar a treinar forte. “Foi o momento mais difícil da minha carreira. Eu já tinha me machucado, mas não tinha sido nada demais. Mas tá tranquilo, o esportista tem que passar por isso, é só mais uma pedra no caminho.”

Ex-integrante da American Top Team, o candango trocou de empresário, assinou com o norte-americano Glenn Robinson, e passou a treinar na Blackzillians. Lá, Yuri convive diariamente com grandes nomes do esporte, como Rashad Evans, Jake Shields, Gesias Cavalcante, Melvin Guillard e outros. “Para ser um dos melhores, tem que treinar com os melhores. Lá temos um time muito forte”, elogiou, dizendo que aprende muito com os novos companheiros. “Consigo filtrar muitas coisas e eles me ensinam bastante. Eu sempre sou o mais novo e me tratam como um mascote, querem me ver ganhando”, contou.

Mas o último mês de Yuri foi na capital, onde ele fez questão de elogiar o nível de treino que encontrou. “Eu vim para Brasília e as pessoas falam que aqui não tem lugar para treinar e não é assim. Fiz vários treinos de alto nível. Estive na Constrictor, do professor Ataíde, no João Roque, um excelente professor de jiu-jítsu, no Carlinho Bocão e no meu irmão Douglas, que dá aula no Distrito da Luta”, citou. “Eu acho que o que falta no Brasil é wrestling (luta greco-romana), mas não vejo muita diferença. Tem bastante gente nova e talentosa surgindo”, elogiou.

Recuperado da lesão no joelho, Yuri tem seus objetivos traçados. O candango quer cumprir o contrato de quatro lutas com o Strikeforce até o início do ano que vem e “explodir” em 2013. “Ainda vão ouvir falar muito de mim”, disse, confiante. “Vou trabalhar duro este ano para garantir vitórias e, aí sim, pensar no UFC.” Enquanto esteve em Brasília, Yuri aproveitou a amizade do pai, Mestre Índio, com Lyoto Machida para passar alguns dias em Belém com o carateca do UFC. “Foi muito proveitoso. Fiquei quatro dias e abri essa porta. Foi ótimo pegar detalhes com o Lyoto, que já ganhou de muita gente boa”, destacou.

Sofrimento
Segundo Yuri, o pós-operatório foi de muito sofrimento para o lutador, acostumado a treinar pesado todos os dias. “O pior foi chegar em casa. O corpo está todo debilitado, você não está acostumado a não conseguir andar e fazer as coisas que você faz normalmente. Fiquei duas semanas precisando da ajuda de todo mundo”, recordou.

Fala, Yuri
Como é companheiro de equipe de Rashad Evans e Alistair Overeen — embora ainda não tenha conhecido o holandês pessoalmente —, o Correio pediu para Yuri Villefort comentar as lutas entre Rashad e Jon Jones, pelo título dos meio-pesados, e entre Overeen e Júnior Cigano, pelo cinturão dos pesados. Confira:

» Rashad Evans x Jon Jones
“Ninguém viu o Jon Jones trabalhando na guarda, no chão. O Rashad é um dos poucos que têm força e habilidade para derrubá-lo e ficar por cima. Ele já me falou que fez isso em treinos e se deu bem na época em que eles eram da mesma equipe”

» Alistair Overeen x Júnior Cigano
“Já vi muitas lutas do Overeen e é um monstro. Ele tem muito mais bagagem e armas. O Cigano só tem a mão, o Overeen tem a mão, o chute e a cotovelada. Mas o Cigano nocauteou todo mundo, então é impossível dizer. Uma luta entre pesados é imprevisível”

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