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Diferença é minima entre primeiros colocados da Superliga Masculina de vôlei

É mínima a diferença entre os cinco primeiros colocados da Superliga Masculina. Investimento em contratações explica o equilíbrio entre as equipes

Fernando Brito - Correio Braziliense

Publicação:

22/02/2012 08:15

 

Atualização:

22/02/2012 08:26

Cristiano Andujar/Vipcomm
Lorena encara tripla marcação: o oposto do Vôlei Futuro é o líder das ações ofensivas da equipe
Após 16 rodadas e restando cinco para o encerramento da fase de classificação, ainda é difícil apontar um time favorito à conquista da Superliga Masculina de Vôlei de 2012. No decorrer da competição, tem sido frequente a alternância de líderes e o único aspecto constante até agora é o equilíbrio entre os participantes. Na tabela de classificação, o Vôlei Futuro, que ocupa a primeira colocação, e o Cruzeiro, em segundo lugar, apresentam números idênticos: 13 vitórias e quatro derrotas. A vantagem da equipe de Araçatuba (SP) está apenas no saldo de sets vencidos.

 

Washington Alves/Vipcomm
O levantador Willian Arjona, capitão do Cruzeiro, pensa que o time tem de render ainda mais nos contra-ataques
Da terceira à quinta colocação, a diferença para os líderes também é mínima. Nessa faixa da tabela, Sesi (3º), Cimed (4º) e Minas (5º) contabilizam 12 triunfos e cinco resultados negativos. De acordo com o técnico Cézar Douglas, do líder Vôlei Futuro, a paridade entre as equipes se deve especialmente aos investimentos realizados no início da temporada. “Há algum tempo, o Brasil tem apresentado um movimento positivo de repatriação dos principais jogadores do país. Isso voltou a ocorrer para a atual edição da Superliga, mas as equipes também estão investindo fortemente na estrutura para os treinos e no corpo técnico, o que resulta na crescente competitividade, com um voleibol cada vez mais apurado”, comenta o treinador.

O levantador Willian Arjona, capitão do vice-líder Cruzeiro, endossa a opinião do técnico rival. “As equipes se fortaleceram para este ano, com boas contratações, e estão todas muito parecidas técnica e fisicamente. Isso determina o equilíbrio no campeonato. Além disso, o Brasil forma muitos atletas bem treinados a cada ano. Às vezes, times considerados favoritos perdem para outros de campanhas inferiores, justamente devido a esses aspectos que nivelam os competidores”, diz o jogador do time mineiro.

Na movimentação para reforçar as equipes, o Vôlei Futuro colhe neste momento os melhores resultados já apresentados dos investimentos realizados no início da temporada. Após a incontestável vitória por 3 sets a 0 sobre o Cimed, em Florianópolis, na última rodada, ainda antes do carnaval, o time do interior paulista passou a liderar a competição. Boa parte do mérito dessa campanha pode ser creditado ao oposto Lorena, maior pontuador desta Superliga, com 321 acertos.

“Nossos reforços foram buscados com o intuito de se enquadrarem na característica de jogo do Vôlei Futuro, tendo em vista a velocidade imposta às partidas pelo levantador, que é a nossa referência em quadra. Precisávamos de atletas que se adequassem a esse aspecto e às variações de jogadas proporcionadas pelo Ricardinho. Nesse sentido, fomos muito bem-sucedidos nas contratações do Lorena, do Vini (meio de rede) e do Bob (ponteiro)”, avalia o técnico Cézar Douglas.


Saiba mais
Fórmula da disputa

Após o encerramento das 22 rodadas da fase de classificação, disputada em turno e returno, as oito melhores equipes passam às quartas de final, realizada em melhor de três partidas. Os confrontos serão definidos de acordo com a classificação das equipes (1º x 8º, 2º x 7º, 3º x 6º e 4º x 5º). Nas semifinais, os classificados também serão conhecidos em série de três jogos. A decisão da Superliga será disputada em duelo único, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, em data a ser definida.


Armas de cada um

» Vôlei Futuro
O time conta com um dos melhores elencos da Superliga Masculina. Além do consagrado levantador Ricardinho, ainda em ótima forma, tem ainda o oposto Lorena e o ponteiro Oreol Camejo, dois dos maiores pontuadores da competição. O time de Araçatuba ainda lidera as estatísticas de bloqueio, com 165 ações bem-sucedidas.

» Cruzeiro
Os atuais vice-líderes da Superliga têm a defesa mais consistente da competição. O time mineiro lidera a estatística com 558 acertos. Justamente no contra-ataque está um dos trunfos da equipe, que tem o terceiro desempenho ofensivo da competição. O grupo manteve a base da última temporada, mas contou com bons reforços, como o ponteiro Maurício e o oposto Alemão.

» Sesi
Atual campeão, o time comandado pelo técnico Giovane Gávio conta com um dos grupos mais fortes da competição, repleto de jogadores da Seleção Brasileira. O time lidera as estatísticas no quesito recepção e tem no ponteiro Léo Mineiro o destaque no fundamento, com 684 acertos.

» Cimed
O time de Florianópolis lidera as estatísticas da competição em dois fundamentos. No saque, a equipe catarinense já pontuou em 90 oportunidades. O meia Eder é o destaque do elenco, com 30 acertos nesse quesito. O grupo tem ainda o melhor desempenho no levantamento, graças especialmente às boas atuações de Bruno Rezende, da Seleção Brasileira, com 491 sucessos no movimento.

» Minas
O renovado time mineiro apresenta a melhor performance ofensiva da Superliga, com 875 pontos marcados em ataques. A boa distribuição de jogadas do levantador Marcelinho, da Seleção Brasileira, é uma das responsáveis pelo desempenho. A equipe tem ainda um dos mais positivos retrospectos contra rivais diretos na briga pelas primeiras posições, com vitórias diante do Vôlei Futuro, do Cruzeiro e do Sesi.


Calcanhar de aquiles

» Vôlei Futuro
De acordo com o técnico Cézar Douglas, alguns momentos de instabilidade ainda atrapalham a equipe, que, em casa, perdeu no tiebreak para os rivais diretos Cimed e Cruzeiro. Segundo o treinador, acertar detalhes para momentos decisivos dos confrontos ainda é um ponto a ser trabalhado pelo grupo.

» Cruzeiro
O time celeste poderia ocupar a liderança da competição se tivesse um rendimento melhor nas tentativas de bloqueio. Neste fundamento, a equipe mineira ocupa apenas a quinta colocação entre os 12 participantes do campeonato, com 135 acertos.

» Sesi
Apesar da defesa do título e do elenco estelar, o time anda devendo em alguns aspectos. Atletas decisivos, como o ponteiro Murilo Endres, precisam aparecer mais para conduzir a equipe ao esperado bicampeonato. Nos fundamentos de ataque e defesa, os comandados de Giovane Gávio estão distantes dos líderes.

» Cimed
Após uma sequência de maus resultados, o time catarinense optou pela substituição do técnico Marcos Pacheco, tetracampeão da Superliga com a equipe. O tempo dirá se Douglas Chiarotti, que assumiu o cargo, conduzirá o grupo adequadamente. O desfalque do ponteiro Giba,
submetido a uma cirurgia na tíbia, prejudicará sensivelmente a equipe.

» Minas
O time mineiro manteve apenas dois atletas da temporada passada e fez 12 contratações. A renovação maciça parece ainda não apresentar a devida consistência no aspecto defensivo, principal fundamento a ser trabalhado pelo grupo na sequência da competição.

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