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Um ano depois do Tolima, Corinthians se prepara para não repetir erros

Gazeta Press

Publicação:

02/02/2012 16:49

Há exatamente um ano, o Corinthians de Ronaldo sucumbia diante do modesto Tolima e entrava para a história ao se tornar o único clube brasileiro eliminado ainda na fase preliminar da Copa Libertadores. Apesar de extremamente doloroso, o vexame serviu de exemplo para que o clube iniciasse esta temporada sem repetir antigos erros.

Do time que começou jogando na derrota por 2 a 0 em Ibagué - uma semana antes, as equipes empataram sem gols no Pacaembu -, apenas três jogadores deixaram o Parque São Jorge: Jucilei, Dentinho e Ronaldo. Roberto Carlos, outra estrela daquela companhia, também era titular e hoje não veste as cores do Timão, mas uma lesão na coxa direita o impediu de disputar a partida na Colômbia.

Embora poucas, as alterações foram muito significativas. O Corinthians que começou 2011 era um time liderado por estrelas, sendo que Ronaldo, a maior delas, seguia intocável mesmo estando visivelmente fora de forma. Em 2012, o maior astro do elenco está longe dos gramados justamente por não conseguir vencer a briga contra a balança. Adriano, que chegou como substituto do Fenômeno, pode até ficar fora da lista de inscritos no torneio continental se não abandonar a silhueta robusta.

"O Corinthians não tem um excelente time. Nossa marca é a pegada, a concentração e a vibração", explica o atacante Emerson, seguindo as palavras do técnico Tite - que sobreviveu ao vexame e, bancado pela diretoria, terminou o ano passado como campeão brasileiro. "O Corinthians tem alma. Os jogadores saem de campo com o calção sujo. Eles arrastam a bunda no chão", costuma dizer o comandante.

O perfil lutador do Timão foi desenhado no segundo semestre do ano passado e, como o time não negociou nenhum titular durante a janela de transferências, prossegue neste início de 2012. Essa é outra lição que está sendo posta em prática: das quatro partidas que disputou no Campeonato Paulista até aqui, em três delas o Alvinegro entrou em campo com 11 atletas que terminaram a temporada passada no clube.

"O principal reforço do Corinthians foi a manutenção de seus atletas. Senti no ano passado o tempo que demorou para organizar a equipe depois das saídas do (zagueiro) William e do (volante) Elias. Quem me afirma que aquele não foi o motivo para sair da Libertadores?", indaga Tite, que ganhou um aliado com a conquista do Brasileirão: o tempo de preparação.

Vacilos na reta final da competição nacional de 2010 deixaram o time em terceiro lugar, o que o impediu de se classificar direto para a fase de grupos. Com poucos dias para trabalhar até o primeiro jogo contra o Tolima, dia 26 de janeiro, a equipe deu início à sua caminhada na Libertadores após ter apresentado um futebol nada empolgante nos primeiros jogos do Campeonato Paulista (vitória por 2 a 0 sobre a Portuguesa e empates por 1 a 1 com Bragantino e Noroeste).

Neste ano, ostenta aproveitamento máximo em quatro partidas (venceu Mirassol por 2 a 1, Guaratinguetá por 2 a 0 e Linense e Ituano por 1 a 0) e ainda tem mais três desafios pelo Paulistão antes de viajar para a Venezuela e estrear contra o Deportivo Táchira, desta vez sem a pressão do mata-mata, em 15 de fevereiro.

Tempo suficiente para que atletas como Liedson e Emerson fiquem fora de partidas sem tanta importância do Estadual e cheguem em plenas condições físicas à menina dos olhos do clube na temporada. Lesões como as de Willian e Jorge Henrique também não são tão problemáticas, pois há tempo para recuperação. Em 2011, Bruno César foi barrado do jogo de volta após apresentar falta de ritmo na ida, enquanto Alessandro enfrentou os colombianos ainda fora de sintonia por ter se recuperado de uma catapora poucos dias antes.

"É muito diferente (ter tempo para se preparar). Essa pré-Libertadores é horrível. Erramos no ano passado contra o Tolima, não só pela falta de tempo para trabalhar, realmente não fomos merecedores, mas agora vamos ter esse tempo", diz o próprio Alessandro, que agora carrega a responsabilidade de ser capitão.

O que não muda é a ânsia da torcida pela taça inédita. Já foram comercializados mais de 75 mil ingressos para as três partidas do Timão como mandante na primeira fase, quando a equipe encarará o paraguaio Nacional (7 de março), o mexicano Cruz Azul (21 de março) e o venezuelano Deportivo Táchira (18 de abril). A média de ingressos vendidos para cada jogo é de 25 mil, sendo que o Pacaembu pode receber cerca de 37 mil pessoas.

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