Mário Gobbi não se intimidou com as cobranças de Paulo Garcia, com quem concorrerá à presidência do Corinthians no sábado de 11 de fevereiro. Nessa quarta-feira, um dia após o candidato da oposição exigir insistentemente a realização de um debate, o delegado apoiado por Andrés Sanchez aceitou o desafio e ainda contestou alguns dos projetos de seu adversário - como a construção de uma cobertura para o estádio que sediará o primeiro jogo da Copa do Mundo de 2014.
"Estou às ordens para o debate, à disposição", avisou Gobbi. "Não tenho problema nenhum em debater com o meu colega, o Paulo Garcia. Se fizerem um debate, comparecerei com muito prazer. Sou favorável", acrescentou o candidato, que ocupou o cargo de diretor de futebol do Corinthians em três anos da gestão do presidente licenciado Andrés Sanchez.
Paulo Garcia chegou a sugerir que o debate eleitoral fosse promovido pela TV Corinthians. O proprietário do grupo Kalunga (empresa de papelaria e informática, principal patrocinadora do Corinthians entre 1983 e 1995) acredita que não aparece na emissora oficial do clube por ser da oposição.
"Eu nunca fui à TV Corinthians nem tenho espaço lá", igualou-se Gobbi, alegando que se distanciou de muitos eventos do clube para não tirar proveito do fato de estar na situação. "Fiquei um ano longe da mídia. O Corinthians foi campeão brasileiro, e eu não apareci. O time ganhou a Copa São Paulo, e eu não desci para o campo. Preferi ficar na minha salinha, assistir ao jogo e ir embora logo depois. Procuro ter uma conduta bastante ética. Até os sócios dizem que usei muito pouco o espaço que tive. Para mim, isso é um elogio. Não somos nós que devemos ficar em evidência, e sim o Corinthians."
Assim como Paulo Garcia, Mário Gobbi garantiu que dará atenção especial ao estádio de Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, se for eleito presidente. Mas discordou da ideia do adversário, de cobrir toda a arena.
"O estádio já é planejado para ser inteirinho coberto ao público. Apenas a parte central é aberta. A Fifa entende que essa é a melhor forma para o campo, pois precisa entrar ar, sol e por aí vai. Quando planejamos o estádio, as empresas acharam que não seria bom cobrir tudo. Por isso, fizemos nesses moldes. É salutar que o vão seja mantido", defendeu Gobbi.
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