Moreno, olhos verdes, 1,85m, corpo bem definido, o carioca Bruno Cabrerizo, de 31 anos, chama a atenção. Milão, considerada a capital da moda italiana, descobriu o rapaz há pouco mais de um ano e o trata como sex simbol. Ele estampa campanhas publicitárias, participa de programas de televisão e, em breve, vai aparecer no cinema. Em janeiro, o brasileiro, bisneto de italiano, terminou as gravações de Pipiroom, filme que deve estrear nas telonas locais em dezembro.
Há dois anos, Cabrerizo era jogador de futebol; agora, em Milão, é modelo profissional
O mundo artístico é uma novidade para Bruno. Uma mudança radical de rotina. Há até dois anos, ele era jogador profissional de futebol. Motivo, por sinal, de sua ida para a Itália, em 2006. O torcedor candango se lembra dele. Bruno era zagueiro titular do CFZ, campeão brasiliense invicto em 2002. Também passou por Flamengo, Gama e o japonês Sagan Tosu até surgir o interesse do Alessandria, então time da quinta divisão da Itália. Em terras italianas, vestiu a camisa de outros clubes pequenos até pendurar as chuteiras. Resolveu investir numa carreira que sempre manteve paralelamente: a de modelo. Tem a vantagem de morar numa cidade propícia à profissão. “Fazia alguns trabalhos no Brasil, mas poucos, porque não tinha tempo com os jogos e treinos”, conta, em entrevista por telefone, de Milão.
A exposição na mídia rendeu convites para participar de sitcoms (séries cômicas) e programas de tevê a cabo. Tomou gosto pela coisa. “Resolvi fazer teatro para me desinibir e melhorar o italiano”, conta, em relação ao idioma que aprendeu vivendo no país.
A professora de teatro foi quem comentou com ele a abertura de testes para o filme de Jerry Calà, um famoso ator local. Sugeriu que fizesse, mesmo com pouco tempo de estudo na área. Bruno conta que foi tranquilo porque não criou expectativas. Acabou chamado para um segundo teste e depois para um terceiro. “Aí, sim, fiquei surpreso. Já era com as falas do filme”, explica. Foi aí que ele teve a convicção de que estaria na película.
Pipiroom aborda a quase sempre desregrada vida de adolescente. É dividido em 11 capítulos. No dedicado a sexo sem proteção, o carioca faz par romântico com uma italiana. Os dois se reencontram anos depois de ele abandoná-la. Matam a saudade sem se preocupar com a segurança. Não há, porém, cenas de nudez. O sexo fica apenas implícito. “Foi uma participação pequena, mas gostei”, garante ele, que se enrolou um pouco no idioma durante as filmagens. “Troquei algumas palavras difíceis por outras com o mesmo sentido e ninguém reclamou. Dei um jeitinho brasileiro”, brinca.
Realista, Bruno admite que sua beleza ajudou a abrir portas, mas que é preciso muito mais para se estabelecer na profissão. “Não me considero um ator ainda. Estou estudando para isso. O que eu sou mesmo é modelo”, ressalta. “É um emprego difícil. A vida de artista é igual à de jogador de futebol, é preciso treinar, se dedicar muito. A disciplina que tinha no futebol está me ajudando nisso.”
Mesmo com a família toda no Brasil — dividida entre Rio de Janeiro e São Paulo —, Bruno não tem planos de retornar. E se o fizer, quer seguir na carreira artística. “Não me vejo fazendo outra coisa”, revela. “Caso um dia eu volte, quero que seja com uma boa bagagem.”
QUEM É ELE Bruno Cabrerizo Nascimento: 9/7/1979, no Rio de Janeiro Altura: 1,85m Peso: 77kg Profissões: modelo e ator Título como jogador: campeão brasiliense de 2002
A FRASE
"Não me considero um ator ainda. Estou estudando para isso. O que eu sou mesmo é modelo. A vida de artista é igual à de jogador de futebol, é preciso treinar, se dedicar muito" Bruno Cabrerizo
Recordações de Brasília
Cabrerizo no Gama, em 2005, três anos depois de ter sido campeão pelo CFZ
Bruno Cabrerizo lembra com carinho seu período em Brasília. “Tenho ótimas recordações, sinto saudade dos tempos do CFZ. Foi uma época boa e fizemos história aí”, frisa. Ele fez parte de uma equipe que desbancou o então poderoso Gama. Em 2002, o alviverde vinha de sete títulos candangos nas última oito edições do campeonato e estava na Série A do Campeonato Brasileiro.
O azarão CFZ, clube-empresa do ex-craque Zico, ignorou tudo isso e foi campeão invicto sob o comando de Reinaldo Gueldini. Do lado do Gama, o treinador era Cuca, agora no Cruzeiro.
O ex-zagueiro conta que ainda mantém contato, via internet, com alguns companheiros daquela época, como os gêmeos Ricardo e Rodrigo Mello, Elinton, Tiano e Cubango.
Gaia vem aí
Bruno Cabrerizo é noivo da italiana Maria Caprara. Os dois estão juntos há três anos. Em dezembro, ele vai ser pai. A filha se chamará Gaia — pela mitologia grega, Gaia é a deusa da terra.
Cabrerizo e a noiva italiana, Maria: bebê vem aí
“Só vim saber o significado do nome depois e gostei mais ainda dele”, conta. “Não vejo a hora de ela nascer.” A família toda está empolgada e prepara a viagem à Itália. A maioria deles ainda não conhece o país.
Sem mágoa da bola
Com outros interesses em vista, Bruno Cabrerizo já não dá muita bola para o mundo do futebol. Acompanha pouco o que rola nos gramados brasileiros. Quando assiste a jogos, são os dos campeonatos europeus. Em especial o Italiano, claro, mas principalmente por conta de seu amigo Julio Cesar, goleiro da Internazionale de Milão e da Seleção.
Mesmo assim, ele admite sentir falta do futebol. Nega, porém, qualquer tipo de frustração com a carreira nos campos. “Não me sinto assim. O problema é que sou impaciente para esperar pelo momento certo, para conseguir o que quero”, define. “Um dia desses, até comentei isso com o Elinton. Ele teve o que eu não tive: paciência. Soube esperar e hoje disputa um campeonato importante.”
Campeonato Francês
Ex-companheiro de Bruno no CFZ, o gaúcho Elinton defende o Olympique Marselha. O goleiro é reserva de Mandanda. No clube francês estão os também brasileiros Brandão (centroavante) e Hilton (zagueiro brasiliense).
Malhação e controle na alimentação
Depois que parou de jogar, Bruno conta que chegou a engordar 5kg porque manteve a alimentação de atleta sem o mesmo gasto calórico. Para voltar ao peso ideal, 77kg, passou a malhar em academias, além de praticar futevôlei e bater peladas com amigos brasileiros. Teve, também, de fechar a boca. Um suplício diante da cozinha italiana, generosa em massas. “É um grande problema. Desde o antepasto a todos os pratos, incluindo os doces. Se você for acompanhar, não dá certo”, ri.
Show na tevê
Para setembro, Bruno aguarda a retomada do Salsa Rosa, um show que ironiza outros programas de televisão e é voltado para o público feminino. Ele é um dos apresentadores, ao lado da atriz cômica Katia Follesa.
Confira vídeos com Cabrerizo no programa Salsa Rosa
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Olá Diário dos Associados
Comentário
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(1) comentário(s)
Autor:
Aline Saraiva
Foi a melhor decisão que ele poderia ter tomado... heheheehehehe
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