Fifa dá nota 9 à África do Sul e pressiona o Brasil
Presidente Joseph Blatter e secretário-geral Jérôme Valcke fecham os olhos para os graves problemas de segurança nas últimas quatro partidas da Copa, elogiam país-sede de 2010 e mandam recado para o próximo anfitrião
Johanesburgo — A segunda-feira foi de ressaca e balanço no país da Copa. Um dia depois de entregar a taça à Espanha, oitava campeã mundial diferente em 80 anos de história do torneio, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, empurrou alguns problemas como transporte e segurança para baixo do tapete e avaliou os 30 dias de competição na África do Sul de forma positiva. Na decisão do último domingo, dois torcedores invadiram o gramado, representando risco de danos ao troféu e principalmente à integridade física dos personagens da partida. No entanto, a entidade máxima do futebol fechou os olhos para os problemas e até deu nota alta à realização do evento inédito no quarto continente distinto sede da competição.
"Depois de consultar os meus colegas da Fifa, diria que a nota desta Copa do Mundo foi 9 em uma escala de 0 a 10. É uma aprovação com louvor", afirmou Joseph Blatter, na entrevista concedida em Sandton, bairro nobre da cidade. "O que vocês fizeram foi muito especial. Perfeição não existe, mas sinceramente 9 é uma boa nota. Os sul-africanos podem ficar orgulhosos. Nós, da Fifa, estamos muito satisfeitos."
Segundo dados divulgados ontem pela Fifa, a média de público na Copa do Mundo de 2010 foi de 49.670 pagantes nas 64 partidas - o terceiro maior dos últimos sete torneios, atrás apenas dos Estados Unidos, em 1994 (68.991) e da Alemanha, em 2006 (52.491). Um dos motivos apontados por Joseph Blatter para a diminuição do público foi a eliminação precoce da África do Sul na fase de grupos, e do Brasil e da Argentina, nas quartas de final.
"Apesar da eliminação do país anfitrião, o entusiasmo dos torcedores e o sucesso da Copa do Mundo continuaram intocáveis, porque o futebol é mais forte do que qualquer incidente ou má sorte. A América do Sul tem duas grandes seleções que não chegaram sequer às semifinais. Mesmo assim, nós seguimos em frente. Os dois finalistas do último Mundial foram eliminados na primeira fase (Itália e França), e isso também não atrapalhou", ponderou.
Nas últimas quatro partidas do Mundial, houve três casos de invasão do gramado. O primeiro deles em Durban, na semifinal entre Alemanha e Espanha. Na decisão, um torcedor chegou a correr em direção à taça minutos antes da entrada dos finalistas em campo. Mais tarde, na volta olímpica da Espanha, um outro invasor ameaçou estragar a festa, mas foi interceptado antes de se aproximar do goleiro Casillas.
Mesmo diante dos três fatos, o "exigente" secretário da Fifa, Jérôme Valcke, colocou panos quentes no assunto. "Nós temos de parabenizar o trabalho da polícia sul-africana. Não houve nenhum incidente que colocasse em risco o evento", surpreendeu.
Depois de virar a página sobre a África do Sul, Valcke voltou o seu discurso para o Brasil, palco da próxima edição da Copa do Mundo. O recado foi direto para o governo e o Comitê Organizador. "Temos que tratar da construção de estádios, ver também a questão de aeroportos, rodovias, hotéis, e colocar em prática um novo sistema de comunicação. Vamos trabalhar para ter certeza de que tudo estará pronto a tempo. Há muito trabalho, mas isso é normal em uma Copa do Mundo", ponderou.
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(5) comentário(s)
Autor:
Edson Ferreira Ribas
Pode acreditar, o HEXA será nosso em 2014
Autor:
Edson Ferreira Ribas
Podemos acreditar !!! será um sucesso porque o HEXA é nosso.
Autor:
marcos paiva
Aeroportos, rodovias, hotéis, hospitais, postos de saúde e segurança!!!!
Autor:
Ronaldo Ronaldo Dornelles
A Fifa não resolve os próprios problemas: jabulani, péssimas arbitragens e não evolui na utilização de meios eletrônicos para evitar erros. A copa da África foi linda mas teve problemas: transporte, roubos, falta de público e gramados. Agora, com certeza vai exigir do Brasil além do razoável. Será qu
Autor:
Ronaldo Ronaldo Dornelles
A Fifa não resolve os próprios problemas: jabulani, péssimas arbitragens e não evolui na utilização de meios eletrônicos para evitar erros. A copa da África foi linda mas teve problemas: transporte, roubos, falta de público e gramados. Agora, com certeza vai exigir do Brasil além do razoável. Será qu
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