Ao garantir que o namoro com o clube celeste existia havia muito tempo, Roger se apresenta feliz na Toca da Raposa e afirma que a mulher, Deborah Secco, vem morar com ele em BH
O armador Roger, de 31 anos, novo reforço cruzeirense, em seu primeiro dia de contato com os torcedores, novos companheiros, dirigentes e vivendo um pouco de sua nova casa, a Toca da Raposa II, não deixou por menos. A recepção foi de estrela, embora ninguém o veja jogar há algum tempo. Usando palavras articuladas, voz mansa e segura, a experiência de quase 15 anos no futebol, passando também pela Europa e Catar, não fugiu das perguntas, nem quando o assunto foi sua mulher, Deborah Secco: “Ela vai morar comigo em Belo Horizonte”. Garantiu que atriz foi importante em sua decisão: “As pessoas que amamos definem nossos passos para a felicidade. Ela vai conviver com os trabalhos no Rio, porque não pode parar. Daqui a pouco eu vou me aposentar e ela é que vai nos garantir”.
Roger chegou no começo da tarde. Foi recepcionado no aeroporto de Confins por um pequeno grupo de torcedores. Há dois anos estava no Catar, onde ficaria até junho, mas acertou a rescisão do contrato por uma causa que julga muito justa: “Ficar novamente ao lado da família, voltar a um futebol competitivo e um grau de exigência maior. Estou muito feliz”. A opção pelo Cruzeiro, como revelou também o vice-presidente Gustavo Perrella, que fez sua apresentação, foi devido à estrutura do clube e por concretizar um sonho: “Desde que voltei do Benfica (2004), eu conversava com o Cruzeiro, mas o namoro sempre batia na trave. Agora deu certo. É o clube que tem a melhor estrutura do futebol brasileiro e o jogador tem chances de jogar com sua capacidade”.
Sua última partida foi em 30 de janeiro, mas reconhece que vai necessitar de um trabalho físico especial para enfrentar a exigência do futebol brasileiro: “Lá eu treinava uma vez por dia, às vezes disputava uma partida em 15 dias. É um país de costumes diferentes. Tive de me adaptar. Agora será assim aqui. Na terça-feira, meu foco será 100% Cruzeiro para em breve estar apto para jogar”.
O armador não quer ficar ansioso, muito menos apressar o momento da estreia: “Quero seguir um programa de treinamentos, com pessoas preparadas e quando estiver pronto apresentar o melhor. Seja no meio, um pouco atrás ou na frente ou até como atacante, como eu vinha jogando no Catar. O Adílson vai saber como poderei ser mais útil. Vou ter de lutar muito para garantir uma vaga, pela qualidade do grupo. Vim para que possa dedicar todo o esforço e lutar para que tudo dê certo para torcedores, minha família e aqueles que acreditaram que eu poderei jogar aqui como no Corinthians e Grêmio”. Ele enfrentou Adílson Batista como jogador e foi companheiro de Gilberto no Grêmio e Fabrício, no Corinthians.
A chance de disputar novamente a Copa Libertadores (a primeira e única foi com o Corinthians, em 2006), foi outro motivo para ele estar aqui e apressar sua volta. O sonho de voltar à Seleção Brasileira também existe: “Mas sei que minha s chances são mínimas”. Hoje, Roger completa os exames médicos, assina contrato por três anos e volta para o Rio, retornando terça-feira.
Quem joga Hoje cedo, o técnico Adílson Batista comanda treinamento na Toca e define o time que vai enfrentar o Villa Nova, amanhã, às 17h, no Mineirão, pela terceira rodada do Campeonato Mineiro. A formação será diferente da derrota por 3 a 0 para o Ipatinga. Pelo menos seis titulares estarão em ação.
Hoje o Cruzeiro recebe a visita de Matthieu Malkani Giraud , diretor de Operações Especiais do Olympique Lyonnais. O dirigente francês vem conhecer a estrutura e as ações realizadas pelo marketing cruzeirense, com o ex-zagueiro Marcelo Djian.
|