Daniel Ottoni
Sol, lama, velocidade e até discussões ferrenhas marcaram a segunda etapa da Copa Sundown de Mountain Bike, em Ouro Branco. O público compareceu em peso para torcer pelos 750 atletas que disputaram a copa em 20 categorias, entre amadores e profissionais. Ciclistas de 3 a 58 anos chegaram ao limite para fazer valer a participação nesta que é uma das competições mais importantes da modalidade no Brasil.
Nas corridas mais esperadas – as elites Masculina e Feminina, Rubens Donizete Valeriano e Jaqueline Mourão venceram a prova, repetindo o resultado de Araxá e confirmando o favoritismo na corrida pelas vagas olímpicas.
Jaque e Érika Gramiscelli disputaram a liderança durante toda a prova, que teve seu maior momento no sprint final. Jaque liderava a prova e partia para a bandeirada, quando Érika tentou a ultrapassagem nos últimos 50 metros. Jaque fechou Érika, que mesmo assim insistiu na ultrapassagem, sem sucesso, fazendo com que a final fosse marcada por uma discussão entre as duas atletas: “A gente poderia estar num hospital uma hora dessas”, disse Jaque a Érika logo depois da bandeirada, enquanto exibia seu joelho machucado.
Até o marido de Jaqueline chegou a entrar na confusão, no meio do público. “Não gostaria que terminasse dessa forma, mas serve de aprendizado”, contou Jaque, que, agora, para garantir a vaga em Pequim, só precisa de um 5º lugar na próxima prova, o Campeonato Brasileiro, que será disputado em Santa Catarina.
Já Érika não quis comentar o ocorrido e tentou até entrar com um recurso para desclassificar Jaqueline.
No masculino, o vencedor Rubinho foi seguido por Edivando Cruz, que agora terá de fazer uma prova mais agressiva na etapa do Campeonato Brasileiro. A decisão entre os homens ainda está aberta: “O jeito agora é partir pra cima. Já o Rubinho poderá fazer uma prova mais estratégica”, afirmou Edivando. Antes da última etapa da copa Sundown, os atletas irão disputar o Campeonato Mundial, na Itália, dia 22.
O evento também recebeu a visita do canadense Jim Bratrud, representante da União Ciclística Internacional (UCI). Segundo ele, a pista é de alto nível, exige bastante técnica dos participantes e tem como diferencial a proximidade dos espectadores com a prova.