| Título histórico em Congonhas (04/08) | |
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Daniel Ottoni Congonhas – A cidade foi o palco da terceira e última edição da Copa Internacional Sundown de Moutain Bike e da Copa Centauro de Amadores, realizada ontem com a presença de 1.200 atletas. Esta foi a quarta vez consecutiva que a cidade, detentora do maior conjunto de esculturas do barroco brasileiro, fez parte do circuito da competição, que reúne grandes nomes do mountain bike nacional e internacional. O sol forte não desanimou os competidores, que encararam um formato diferente de percurso, a maratona. Essa modalidade exige regularidade e uso do vácuo pelos atletas, diferentemente do formato cross-country, onde força, explosão e velocidade acabam predominando. Para os atletas da categoria Elite, foram 57 quilômetros percorridos em pouco mais de duas horas de prova. Entre as feras que marcaram presença, estiveram Edvando Souza Cruz, Ricardo Pscheidt e Rubens Donizete, o Rubinho, que conquistou o título inédito da competição, mesmo chegando em sétimo lugar. “Dei azar do meu pneu furar duas vezes. Tive que fazer uma prova de recuperação, mas meu ritmo, desde o início, foi muito forte”, contou. Rubinho, que foi prata no Pan do Rio no ano passado, já havia vencido as duas primeiras etapas da Copa Sundown deste ano, disputadas no formato cross-country, em Araxá e Ouro Branco. O vencedor da etapa de ontem foi Ricardo Pscheidt, que acabou em terceiro lugar na classificação geral. Para ele, a maior dificuldade foi o calor e a poeira. Apesar de não conseguir o título, Ricardo pôde mostrar que está na briga pelas primeiras posições da elite masculina. Atrás de Ricardo, ficaram Edivando Cruz (segundo no geral) e Henrique Avancini (quarto no geral). No feminino, Roberta Stopa venceu a etapa, seguida por Érika Gramiscelli e Julyana Rodrigues. A vencedora da Copa foi Jaqueline Mourão, que não esteve em Congonhas. Rubinho, que vai estrear em Jogos Olímpicos, embarca em 15 de agosto para Pequim. Ele e Jaqueline Mourão serão os dois representantes do mountain bike brasileiro em busca de uma inédita medalha olímpica. ORGANIZAÇÃO A etapa de Congonhas teve na organização e infra-estrutura o seu ponto forte. A equipe de apoio contou com três ambulâncias, uma UTI móvel, 12 Jeeps 4x4, além de motos, vans e caminhões, em caso de resgate dos competidores. Um grupo de cinco médicos, 50 alunos voluntários, 20 fiscais especializados e até mesmo atiradores do Exército estiveram presentes para que tudo ocorresse dentro do previsto. Uma competição radical como essa não podia passar em branco para a galera da Ragga, que mandou sua equipe para Congonhas. O diretor Lucas Fonda e seu parceiro Pedro Machado resolveram encarar os 40 quilômetros de prova, na categoria de duplas sub-70 (soma da idade dos dois competidores). Lucas e Pedro, apesar de nunca terem competido juntos, já tinham experiências em provas individuais, tanto de cross-country, como em maratonas. “Prefiro a maratona, que depende muito da resistência. O interessante da prova em duplas é um ajudar o outro o tempo todo, dando aquela força”, relata Lucas. Esta foi a 10ª edição da Copa Sundown, considerada a melhor prova de mountain bike da América do Sul. |
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