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Cruzeiro diz que Minas Arena está 'pressionando' por acordo e garante que tem quitado operação dos jogos antecipadamente

Em nota, concessionária havia revelado rescisão de contrato com o clube

postado em 11/06/2019 18:17 / atualizado em 11/06/2019 18:32

<i>(Foto: Leandro Couri/EM/D.A. Press)</i>
Depois de a Minas Arena afirmar que rompeu contrato de fidelidade com o Cruzeiro em função de dívidas, o clube se posicionou no início da noite desta terça-feira. O advogado Felipe Cândido, que defende a agremiação celeste no processo contra a administradora do Mineirão, afirmou que as 'movimentações' da concessionária têm o objetivo de pressionar a Raposa a fazer “qualquer tipo de acordo que não atenda aos princípios que o clube considera justos”.

“O Cruzeiro interpreta essas movimentações da Minas Arena como uma forma de pressão para forçar uma celebração de acordo. O Cruzeiro não vai se sujeitar a qualquer tipo de pressão. O clube vai negociar com a Minas Arena dentro do melhor direito. Se for possível fazer um acordo, tudo bem. Se não, o clube vai aguardar a esfera judicial”, afirmou.

Segundo a Minas Arena, o clube foi notificado diversas vezes de dívidas, que, de acordo com a concessionária, chegam a R$ 26 milhões. Diante da insistência da Raposa em não quitar os débitos, o contrato teria sido rescindido. O Cruzeiro discorda do valor e diz que não há embasamento legal para que o vínculo tenha sido desfeito.

“O Cruzeiro recebeu essa notificação e fez uma contra notificação dizendo que não reconhecia esta dívida de R$ 26 milhões, pois já há um depósito judicial na ordem de R$ 10 milhões, e que os outros valores o Cruzeiro desconhecia, pois o clube nem foi citado nesta ação que a Minas Arena ajuizou. Neste caso, eventual rescisão do contrato de fidelidade dependia de uma decisão judicial do mesmo juiz que já está tocando a causa. Continuamos entendendo que o contrato de fidelidade vigora normalmente”, explicou Cândido. 

Dinheiro antecipado para operação dos jogos

Ainda em nota, o Cruzeiro informou que, há cerca de 50 dias, tem realizado o pagamento da operação dos jogos de forma antecipada. Segundo o clube, para “evitar que o torcedor celeste seja prejudicado”. A Minas Arena, de acordo com a agremiação, teria ameaçado não deixar o Cruzeiro utilizar o Mineirão.

“Depois dessa notificação, a Minas Arena ameaçou não deixar o Clube utilizar o estádio. A diretoria tem feito os pagamentos antecipados, mas ressalvando que o está fazendo apenas para evitar qualquer tipo de transtorno para a sua torcida. A diretoria informa que tomará as providencias judiciais cabíveis no momento oportuno (…) O Cruzeiro entende que a Minas Arena não tem esse direito de considerar o contrato rescindido, uma vez que há um processo judicial em curso. Enquanto o Juiz não se manifestar neste processo, qualquer uma das partes, inclusive o próprio Cruzeiro, não pode considerar uma rescisão unilateral”, ressaltou o advogado.

Briga judicial

No dia 3 de abril, a Minas Arena notificou o Cruzeiro com prazo de 30 dias para pagamentos de débitos referentes aos custos operacionais do Mineirão. A administradora do estádio diz que já chegou ao seu limite, uma vez que a dívida do clube celeste já atinge R$ 26 milhões. 

Entre 2013 e 2015, são R$ 12 milhões em dívidas. Em 2016 e 2017, R$ 12 milhões e 400 mil. Só na administração Wagner Pires de Sá, o clube deixou de pagar quase R$ 2 milhões.

A briga judicial entre Minas Arena e Cruzeiro começou em março de 2016. Na época, o valor exigido pela concessionária era de R$ 9 milhões.

Em 2013 e 2014, balanço financeiro da administradora do estádio já indicava dívidas de R$1,64 milhão e R$3,89 milhões, respectivamente. A antiga administração do clube, responsável pela dívida milionária, justificava o não pagamento da taxa de operação porque a operadora concedeu a isenção dessa taxa ao Atlético na decisão da Copa Libertadores contra o Olimpia-PAR, em 2013.

Desde junho de 2016, o Cruzeiro é obrigado a depositar em juízo 25% da renda líquida dos jogos realizados no Mineirão. 

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