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Toca da Raposa II faz 20 anos: plano inicial do Cruzeiro era atender a base

Centro de treinamento do Cruzeiro chega aos 20 anos e sente o peso da idade; instalações precisam de reformas

postado em 09/03/2022 06:00 / atualizado em 09/03/2022 09:49

(Foto: Maria Tereza Correia/Estado de Minas - 09/03/2002 )
 
Hoje investidor majoritário da SAF do Cruzeiro, Ronaldo Nazário foi jogador do clube entre 1993 e 1994, período em que morou na Toca da Raposa I, que abrigava tanto o futebol profissional quanto as categorias de base. Desde aquela época já se falava na necessidade da construção de um novo centro de treinamentos (CT), já que era impossível ampliar aquele inaugurado na década de 1970, na orla da Lagoa da Pampulha, que dispunha de dois campos oficiais e um de dimensão menor.





Depois de muito procurar, a diretoria celeste adquiriu, no fim dos anos 1990, o terreno no Bairro Trevo, também na região da Pampulha, a 5 quilômetros da Toca I.

A intenção inicial era transferir as divisões inferiores para as novas instalações, mas acabou-se decidindo por preparar o local para a equipe principal.

E, a partir de então, as discussões cresceram. "Foi um desafio grande construir a Toca da Raposa II. Fui visitar o Athletico-PR e a Granja Comary, que eram as referências. Também estive no Palmeiras e São Paulo, cujos CTs são separados por um muro, mas não tinham estrutura boa de alojamento", diz Marcelo Rezende Magalhães, engenheiro responsável pela obra, tendo ao lado o arquiteto Fernando Graça. Ele relata dificuldades até mesmo para o plantio da grama, que enfrentou problema de apodrecimento. 



Espaços independentes


Quem acompanhou a Toca da Raposa II desde a concepção foi Valdir Barbosa, assessor de imprensa, diretor de comunicação, diretor de futebol internacional e gerente de futebol entre 1995 e 2015. A gestão era dos irmãos Zezé e Alvimar Perrella.

"Ao se construir, houve preocupação em ter espaços independentes para cada departamento. Tínhamos o que havia de mais moderno na época", diz ele.



Tanto Marcelo quanto Valdir acreditam que a estrutura ainda atende bem aos profissionais, mas reconhecem que pode ser melhorada. "A Toca II já deveria ter passado por atualização. Ainda é bem confortável, mas tem de ter novas instalações. Mas trata-se de um dos melhores CTs do Brasil", diz o ex-diretor de comunicação. "O mais importante é ter manutenção. Não está tão defasada em termos de estrutura, ainda que se possa melhorá-la", completa o engenheiro.


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