Vôlei

Em nome da honra

Meninas do vôlei encaram como revanche o duelo com os EUA na estreia na Copa do Mundo. Brasil usa vitória de americanas na final do Grand Prix para buscar motivação extra em quadra

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postado em 04/11/2011 09:02 / atualizado em 04/11/2011 09:05



A Seleção Brasileira Feminina de Vôlei faz hoje às 7h20 (Sportv), no Nagano White Ring, em Nagano, no Japão, contra os Estados Unidos, sua estreia na Copa do Mundo. A competição é o primeiro Pré-Olímpico da modalidade, colocando em jogo três vagas para Londres’2012. Participam 12 seleções, que se enfrentam no sistema todos contra todos, em turno único.

O confronto é uma das maiores rivalidades do vôlei mundial, a tal ponto que as jogadoras das duas seleções têm motivos para querer muito a vitória hoje. O Brasil, por exemplo, conquistou sua primeira medalha de ouro em cima desse adversário, em Pequim’2008. As norte-americanas, por sua vez, deram o troco levando a melhor nas finais das duas últimas edições do Grand Prix: Ningbo’2010 e Macau’2011.

Mas não é só isso. No ranking mundial, o Brasil ocupa a primeira posição, enquanto o segundo lugar é dos EUA, o que acirra ainda mais o confronto.

“Esse jogo é uma final”, diz o técnico brasileiro, José Roberto Guimarães. “Será uma pedreira. Esse é um jogo importante para as nossas pretensões na Copa do Mundo. Estamos vindo de uma derrota para os Estados Unidos na final do Grand Prix. Elas têm, hoje, uma das melhores equipes do mundo. Têm como ponto forte tanto o sistema defensivo quanto o ataque e o contra-ataque. As jogadoras são muito habilidosas e atuam com velocidade pela ponta ou pelo meio. É um time difícil de ser marcado.”

Zé Roberto busca estimular as atletas de várias formas, e ontem recebeu o que considera uma ajuda substancial: um vídeo da ponteira Jacqueline, que nos Jogos Pan-Americanos se contundiu gravemente, ao fraturar duas vértebras. Ela ficará pelo menos mais um mês usando colar cervical. A mensagem foi de incentivo. “Alô, amigas, desejo toda a força pra vocês, pois essa vitória é importante para o nosso vôlei, por nos levar aos Jogos Olímpicos de Londres no ano que vem. Estou com vocês.”

As mineiras Sheilla, Fabiana e Sassá se recordam de vários duelos com as norte-americanas. “É sempre um jogo difícil, que exige muita concentração e, principalmente, raça. Mas queremos muito repetir Pequim e sair com a vitória”, diz Sheilla.

Já Fabiana e Sassá observam que as norte-americanas estão atravessadas na garganta. “Elas nos derrotaram na final do Grand Prix e agora vamos devolver esse resultado”, promete Fabiana.

NOVIDADE No time norte-americano, várias jogadoras muito conhecidas das brasileiras. Quatro delas, por sinal, jogaram no Brasil, como a veterana Danielle Scott, casada com o ex-jogador da Seleção Brasileira Eduardo Pezão, que por muitos anos defendeu o Minas; a ponteira Logan Tom, que atuou pelo MTC em 1996, e a oposto Nancy Metcalf, mais recentemente, na temporada 2009/2010.

 Havia uma grande expectativa por parte das jogadoras brasileiras, em especial Fabiana e Paula Pequeno, em encontrar a líbero norte-americana Stace Sykora, que jogava com elas no Vôlei Futuro e que foi a única a se contundir gravemente no acidente com o ônibus do time antes do início das semifinais da Superliga. “Foi bom saber que ela está bem e jogando novamente. Ela teve um problema sério na coluna.” No entanto, tanto Fabiana quanto Paula ficaram frustradas em saber que Sykora está fora da Copa. Foi cortada ontem. O treinador, Hugh Cutcheon, optou pelo corte, alegando que ela voltou a treinar há pouco tempo.

Brasil Dani Lins, Sheilla, Fabiana, Thaísa, Mari, Paula Pequeno e Fabi (líbero). Técnico: José Roberto Guimarães. EUA: Alissa Glass, Destinee Hooker, Jeniffer Tamas, Megan Hodge, Logan Tom, Jordan Larson e Nicole Davis (líbero). Técnico: Hugh McCutcheon.